Bleap. ‘Fintech’ de origem portuguesa cresce e aposta no Pix brasileiro
A fintech Bleap, fundada pelos portugueses João Alves e Guilherme Gomes, contabiliza 100 milhões de euros em transações processadas este ano, quando, em 2025, encerrou com o saldo de 25 milhões de euros movimentados.
O crescimento acompanha a notoriedade que a empresa, que permite aos utilizadores criarem uma conta bancária na blockchain e gastarem stablecoins com um cartão Mastercard, aos poucos, tem alcançado.
Numa jogada mais recente, entrou no mercado brasileiro com a disponibilização do Pix, método de pagamento mais popular no Brasil e que irrita até os Estados Unidos, para remessas internacionais.
Antigos colaboradores da Revolut, os dois fundadores apostaram na tecnologia para simplificar processos que, mesmo no banco digital, consideravam que “poderiam ser muito melhores do que são atualmente”, diz ao DV João Alves.
“Decidimos avançar com a Bleap em 2023.
A nossa intuição era muito de que era possível fazer um produto melhor se, em vez de utilizar o dinheiro mais tradicional, estivéssemos a usar a blockchain, mas sempre associada à moeda normal, ou seja, sempre euros digitais, dólares digitais, coisas assim no geral”, explica.
Primeiro, avançaram com um produto de poupança.
“Consegues pôr dinheiro nestes protocolos de blockchain, que são basicamente robôs que tentam fazer o papel que uma casa de câmbio faz”, explica o fundador.
“A Bleap, neste momento, oferece cerca de 7% em dólares e vamos lançar agora o nosso produto para savings em euros, que vai oferecer 3,7%, ou seja, bastante mais alto que o banco tradicional”.
Depois, passaram para o trading, “com um produto em que consegues trocar ações dos Estados Unidos, do Japão, de onde quiseres, tudo na mesma plataforma”.
Inovação com o Pix O mês de julho, considerado um momento crucial, permitiu que a fintech avançasse para o seu terceiro produto.
A Bleap consegiu a sua MiCA License (Markets in Crypto-Assets Regulation), a autorização oficial da União Europeia para empresas que prestam serviços de criptoativos.
Assim, avançou com o serviço para remessas internacionais, começando pelo Brasil.
“Começámos a procurar o mercado onde a necessidade seria maior, onde haveria uma vantagem para nós, que estamos na Europa, ou seja, um mercado que efetivamente tivesse muita migração a vir para cá, e em que os players atuais estivessem a cobrar um fee muito alto.
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