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Se Luís Neves é um santinho, o PSD está preocupado porquê?

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Se Luís Neves é um santinho, o PSD está preocupado porquê?

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O Miguel Pinheiro já está conosco para uma nova edição do Bom, Mau e o Vilão da Rádio Observador. Fala Miguel, bom dia.

Sim, porque ontem foi publicada a portaria sobre a Prestação Social Única e há um ponto que provocou grande debate. Enfim, só pra lembrar, a PSU é um apoio mensal que o Estado paga a alguém quando essa pessoa não consegue, por si própria, ter dinheiro pra assegurar a satisfação das suas necessidades mínimas. E há aqui um detalhe importante: não é uma prestação contributiva, ou seja, a pessoa que a recebe não descontou antes pra ela, não é como o subsídio de desemprego, que só é atribuído a quem trabalhou durante um determinado tempo e descontou durante um determinado tempo. Não é isso que está em causa. Qualquer pessoa pode ter acesso a esta PSU. Pois bem, a portaria de ontem define que os jovens que não trabalhem, que não estudem e que não tenham nenhuma incapacidade, podem ter de cumprir até 20 horas de trabalho social, ou seja, mais 5 horas do que outros beneficiários, que têm 15 horas, neste caso, 20, e terão de fazer isso pra terem acesso à PSU. E eu não percebo bem qual é a crítica que pode ser feita a isto. Alguém que tem entre 18 e 25 anos, que não tem impedimento nenhum, que não está a estudar, que não está a trabalhar e que quer receber dinheiro do Estado, porque poderia perfeitamente não estudar e não trabalhar e estar na sua vida, mas alguém que quer receber dinheiro do Estado, se não fizer trabalho social, vá lá, 20 horas por mês, vai estar a fazer o quê? Vai estar a jogar Fortnite ou a jogar FIFA em casa?

Eu não vejo muito bem qual é o ponto aqui de debate. Li, obviamente, todas as opiniões sobre este assunto e não percebi bem.

Mas há outras hipóteses, Miguel. Pode jogar pôquer online, pode apostar. Se calhar até ganha mais dinheiro ou perde. Não sei.

Não vamos advogar isso. Mas sim, não entendo bem. Mas pronto, olha, a portaria está publicada e por isso agora só é preciso perceber se o nosso Estado a consegue aplicar, porque depois já sabemos que tudo isto é uma grande dificuldade.

É Luís Montenegro. Ontem o primeiro-ministro apareceu à distância na Universidade de Verão do PSD e respondeu às perguntas dos alunos. E quando lhe falaram sobre a possível, a eventual reforma da Segurança Social, ele disse uma gracinha, mas depois começou logo a fazer aquilo que os políticos fazem quando querem evitar comprometer-se com uma coisa. E aquilo que eles fazem é isto: começou a colocar condições impossíveis. Luís Montenegro quer muito uma reforma da Segurança Social, mas pra ela acontecer, tem de haver aquilo a que ele chamou um entendimento nacional sobre este tema. E eu vou citá-lo: "Não é a vontade de um governo que vai imperar, é a responsabilidade de uma geração, a nossa." Ou seja, toda esta geração tem de se entender e isto quer dizer que, pelo menos, o PSD, o Chega e o PS, imagino que também não seja preciso a CDU, o Livre, o Bloco e o PAN, mas pelo menos o PSD, o Chega e o PS têm de assinar um papel qualquer.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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