Ceuta: Associações militares espanholas pedem medidas para evitar emboscadas
T ratou-se de uma agressão que, segundo destacaram as associações em comunicado conjunto, evidenciou a situação de vulnerabilidade desde o início da crise migratória, após a entrada irregular em massa de 72 mil pessoas na cidade autónoma espanhola nos dias 30 e 31 de julho.
Para a Associação Profissional de Suboficiais das Forças Armadas (ASFASPRO), da Associação Unificada de Militares Espanhóis (AUME) e para a União de Militares de Tropa (UMT), a segurança dos membros das Forças Armadas "deve ser objeto de proteção especial e prioritária", devido aos riscos específicos a que os efetivos estão expostos.
Assim, as três associações solicitaram, com urgência, que os militares mobilizados em Ceuta estejam adequadamente equipados com os meios materiais, equipamentos de proteção e recursos necessários para fazerem face a eventuais ataques e agressões, bem como para garantirem a integridade física e pessoal "em todos os momentos".
As associações ASFASPRO, a AUME e a UMT exigiram ainda que os militares tenham uma missão "claramente definida" e um "quadro jurídico identificável" para que possam defender-se de forma eficaz perante agressões.
"Não é admissível exigir aos militares mobilizados a custódia e a defesa da segurança nacional enquanto lhes são negados os recursos elementares de autoproteção e a cobertura legal indispensável, deixando-os desamparados", acrescentaram.
Entretanto, o Ministério do Interior (correspondente ao Ministério da Administração Interna) vai reforçar a fronteira de Ceuta com medidas "extraordinárias", como o prolongamento das barreiras nas zonas de Tarajal e Benzú.
Em Ceuta vão ser instalados sistemas permanentes de contenção marítima com boias fundeadas e outro de vigilância aérea com drones e vão ser enviados para o local embarcações ligeiras de intervenção e dispositivos remotos de atuação subaquática.
Grande-Marlaska não abordou a polémica sobre a existência ou não de um relatório prévio do Centro Nacional de Inteligência (CNI - serviços de informações de Espanha) a propósito da chegada irregular de migrantes a Ceuta.
Grande-Marlaska estimou em 72 mil o número de pessoas que entraram em Ceuta acrescentando que cerca de cinco mil ainda permanecem no local.
Tal como fizeram os ministros que o antecederam esta semana no Parlamento, Grande-Marlaska deixou claro que o Governo agiu com "contundência" desde o primeiro dia face ao que disse ser um ataque à integridade territorial de Espanha.
Por outro lado, apontou os interesses partidários daqueles que se dedicaram a desinformar, a procurar vantagem política ou a incitar ao ódio e ao confronto entre pessoas nas ruas de Ceuta.
"Peço calma e o fim de qualquer tipo de violência; não é esse o caminho", apelou o ministro do Interior.
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