Ceuta: Espanha e Itália acabam com controlos fronteiriços
E spanha e Itália acabaram com o controlo de passageiros em portos e aeroportos que impunham de forma recíproca desde agosto, numa crise diplomática desencadeada pela entrada de milhares de pessoas em Ceuta no final de julho, anunciaram ambos hoje.
"A decisão de não prolongar os controlos fronteiriços, tomada após uma minuciosa análise da situação, será acompanhada por um reforço de troca de informação para garantir a plena segurança do espaço comum de Schengen", disseram os dois governos, em comunicados divulgados em Madrid e Roma.
Os primeiros-ministros dos dois países, o espanhol Pedro Sánchez e a italiana Giorgia Meloni, tinham já revelado na semana passada, quando ambos estiveram em Bruxelas, que se tinham reunido à margem do Conselho Europeu e acordado trabalhar para acabar com os controlos fronteiriços mútuos.
Itália suspendeu o tratado europeu de livre circulação Schengen em relação a Espanha em 01 de agosto e começou desde esse dia a fazer controlos de passageiros que chegavam a território italiano por via aérea ou marítima desde aeroportos ou portos espanhóis.
O governo italiano, de direita e extrema-direita, justificou a medida com a situação em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África onde em 30 e 31 de julho entraram de forma ilegal mais de 70.000 pessoas.
O executivo espanhol, liderado pelos socialistas, considerou a decisão de Itália absurda e lembrou que a entrada no enclave espanhol não confere automaticamente acesso ao espaço Schengen, além de que Itália não faz fronteira com Espanha.
Mais de 300 toneladas de resíduos foram retiradas nas últimas horas dos acampamentos estabelecidos por migrantes que permaneciam na cidade espanhola de Ceuta desde finais de julho e que estavam em diferentes zonas.
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