EUA voltam a negar visto ao presidente da Autoridade Palestiniana
Os Estados Unidos recusaram conceder um visto, pelo segundo ano consecutivo, ao presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, para que participe na próxima semana na Assembleia Geral da ONU, alegando ausência de reformas.
“Devido à incapacidade em levar a cabo reformas, contrariamente aos compromissos assumidos perante os Estados Unidos, e às atividades persistentes que comprometem as perspetivas de paz, os EUA vão prolongar as sanções que proíbem a concessão de vistos a membros da OLP e a responsáveis da Autoridade Palestiniana”, indicou o Departamento de Estado em comunicado.
Uma fonte não identificada confirmou à agência France-Presse que Abbas está abrangido pela medida. Já no ano passado, a administração Trump tinha tomado idêntica decisão, obrigando o dirigente palestiniano, habitual participante na Assembleia Geral, a intervir por videoconferência.
Washington acusa Abbas de ter “falhado nos compromissos em favor da paz no Médio Oriente”, apontando “ações que minam” e que visam “internacionalizar o conflito israelo‑palestiniano, nomeadamente através do Tribunal Penal Internacional (TPI) e do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ)”.
Os EUA criticam ainda a Autoridade Palestiniana por “procurar contornar negociações através de reconhecimento unilateral” e por continuar a pagar subsídios a “terroristas” e glorificar atos de terrorismo em declarações públicas e manuais escolares.
A posição norte‑americana contrasta com a de vários países, incluindo a França, que reconheceram no ano passado na ONU a existência de um Estado da Palestina. No total, 142 Estados membros apoiaram essa decisão, na sequência de uma conferência sobre a solução de dois Estados copresidida por França e Arábia Saudita.
A decisão surge num contexto de agravamento da violência na Cisjordânia, onde ataques de colonos israelitas contra palestinianos se multiplicaram nos últimos meses.
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