Costa adverte para repercussões de atraso na aprovação do orçamento da UE
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, advertiu hoje que qualquer atraso na aprovação do orçamento plurianual da União Europeia (UE) (2028-2034) terá repercussões na vida dos agricultores, empresas, estudantes, investigadores, nas cidades e regiões.
"Vou continuar a incentivar todos os envolvidos a negociar com uma mente aberta e num espírito de responsabilidade coletiva, com o objetivo de chegar a um acordo até ao final deste ano.
Isso é fundamental para garantir que o próximo orçamento esteja operacional logo no início de 2028", afirmou António Costa numa intervenção hoje, em Bruxelas, na abertura da Semana Europeia das Regiões e dos Municípios.
O presidente do Conselho Europeu advertiu que "qualquer atraso teria repercussões na vida dos agricultores, empresas, estudantes, investigadores e inovadores e, claro, nas cidades e regiões".
Durante o seu discurso na abertura da 24.ª edição da Semana Europeia das Regiões e dos Municípios, que decorre até quarta-feira, António Costa lembrou que as negociações para o novo orçamento comunitário estão a entrar "numa fase decisiva".
"As negociações sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) estão a entrar numa fase decisiva.
A União Europeia necessita de um orçamento a longo prazo que dê resposta aos desafios deste momento histórico", salientou o antigo primeiro-ministro português.
A presidência irlandesa do Conselho da UE propôs no sábado cortes de 8% na proposta da Comissão Europeia de orçamento plurianual para 2028 a 2034, para um total de 1,62 biliões de euros, sem mexer substancialmente na coesão e agricultura.
"Isto não se resume apenas a números.
Trata-se de uma escolha política sobre o nosso futuro e sobre a Europa que queremos construir juntos.
O próximo orçamento a longo prazo deve colocar a competitividade, a transformação industrial, a defesa, a segurança e a resiliência estratégica no seu cerne", defendeu António Costa.
Ao mesmo tempo, acrescentou, "deve continuar a apoiar as políticas de coesão e de agricultura, pilares do desenvolvimento regional e da prosperidade partilhada".
"Ambas as dimensões são importantes para a nossa União e para o nosso mercado único, que nos beneficia a todos.
As autoridades regionais e locais devem estar estreitamente envolvidas na elaboração, execução e avaliação dos novos planos no âmbito do próximo QFP", referiu ainda.
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