"Problema não são os polícias que mandamos para Lisboa. São os que saem"
O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) analisou, esta quarta-feira, os números provisórios sobre a criminalidade conhecidos esta semana , e garantiu que Portugal é "seguro".
"Portugal é um país extremamente seguro e o diretor nacional da PSP não comenta em termos da discussão política. Somos parceiros na segurança coletiva de todos. Relativamente aos recursos humanos, temos feito desde 2024 um grande esforço de aumento do número de polícias na Polícia de Segurança Pública" , disse Luís Carrilho quando questionado, em entrevista na SIC Notícias, sobre apelo do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que ontem disse ter chegado a hora de o Governo concretizar a promessa, feita em maio, de garantir mais 200 agentes da PSP para a capital
Sobre se estes 200 agentes iriam ser colocados em Lisboa até ao final do ano, dado que Moedas apontava o número agora presente como insuficiente, o diretor nacional da PSP retorquiu: "Insuficiente para Portugal. Todos nós queremos mais polícias".
Não deslindando se este reforço estava próximo, o responsável explicou que "o grande problema não é o número de polícias que mandamos para Lisboa, é o número de polícias que saem de Lisboa" . E continuou, abordando as decisões que foram tomadas em relação a novos agentes: "O turismo é muito importante para Portugal, as fronteiras são muito importantes - 360 dos polícias foram para os aeroportos e os outros 190 foram para Lisboa" .
O diretor nacional da PSP reforçou que há outro "concurso a acabar no final do ano", mas que a preocupação não tem só a ver com Lisboa, mas também com o Porto e "todo o país" . "Temos o melhor planeamento. Como o Ministério da Administração Interna já respondeu, vamos fazer o melhor para corresponder às expetativas da segurança - não só em Lisboa, mas em todo o país".
Ainda sobre a capital, o responsável foi questionado sobre a Baixa de Lisboa, onde a céu aberto, e há muitos anos, existem ofertas de droga. "A criminalização ou não desse tipo de atividade é que será muito importante na ação dos polícias. Os polícias trabalham de acordo com a lei. Em termos da criminalização - eu sei que há doutrinas que divergem, há uns que dizem que pode ser e que é criminalizado, mas os nossos polícias fazem muitas interceções com as pessoas que façam qualquer tipo de atividade que seja ilegal" , respondeu.
Os dados conhecidos esta semana no âmbito da segurança apontam que a criminalidade em geral aumentou 10,9% este ano na área do Comando Metropolitano do Porto, face ao mesmo período do ano passado. Já a criminalidade violenta e grave diminuiu 8,4%, de acordo com a mesma fonte.
Na área do Comando Metropolitano de Lisboa, a criminalidade geral aumentou 2,9% e os crimes violentos e graves diminuíram 0,4%.
Ainda na SIC Notícias, o diretor nacional da PSP fez questão de dizer: "Quando analisamos a criminalidade, analisamos tendências.
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