Aqui ninguém manda. ADSE sem presidente desde Maio — e não é caso único
A ADSE — Instituto de Gestão Participada está sem presidente do conselho diretivo desde 29 de maio de 2026, quando Manuela Faria terminou o seu mandato na instituição.
“O cargo de presidente do conselho diretivo da ADSE encontra-se atualmente vago, aguardando a designação e novo titular”, lê-se no site , na página dedicada aos órgão sociais do sub-sistema de saúde.
No sítio do instituto, é ainda possível ler a mensagem de despedida de Manuela Faria, em funções desde 2020, que destaca “a atenção crescente à sustentabilidade financeira do subsistema, com a introdução de mecanismos de controlo e racionalização da despesa, sem perder de vista o objetivo central de assegurar o acesso a cuidados de qualidade.” Ao contrário de outros organismos, o presidente do conselho diretivo da ADSE não é selecionado pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, depois de lançado concurso.
A designação é feita por resolução do Conselho de Ministros, sob proposta dos ministérios das Finanças e da Saúde.
O 24notícias perguntou à tutela por que motivo a ADSE está sem presidente e quais os inconvenientes para a instituição, mas, até à data de publicação deste artigo, não obteve resposta.
A ausência do presidente pode criar problemas relevantes, mesmo que os dois vogais consigam assegurar o funcionamento corrente da instituição: acompanhar a atividade e o desempenho, aprovar e submeter planos, orçamentos, controlar sustentabilidade, contas e outras decisões estratégicas.
“Um presidente faz falta, ou seria admitir que a estrutura que existe é excessiva”, diz o secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), José Abraão.
“Quem está tem de fazer funcionar o sistema todo”.
A FESAP faz parte do conselho geral e de supervisão da ADSE e já não acredita que as eleições para eleger os novos membros tenha lugar este ano, uma vez que o governo não nomeou ainda um presidente para o conselho diretivo.
Nem deu explicações ao sindicato, apesar das tentativas de esclarecimento.
José Abraão lembra que a maior preocupação é formalizar “mais convenções com prestadores de cuidados, sobretudo no interior e na Madeira, em áreas relevantes para os beneficiários”.
E, garante, “isso será prejudicado porque as equipas não estão completas”.
Com dois vogais, pode existir uma gestão colegial, mas desaparece a figura formalmente responsável por assegurar uma orientação global e representar a liderança do conselho diretivo.
Isto é especialmente relevante numa organização do tamanho e complexidade da ADSE.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.