Excedente da Segurança Social cresce 37,4% até julho
A Segurança Social fechou os primeiros sete meses do ano com um excedente de 4.416 milhões de euros , o valor mais elevado da última década para este período do ano.
O resultado, conhecido através do mais recente relatório de execução orçamental da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), representa um crescimento de 37,4% face ao mesmo intervalo de 2025 e surge associado ao bom desempenho do mercado de trabalho e a uma despesa com pensões e prestações sociais que tem crescido a um ritmo inferior ao inicialmente traçado no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026).
De acordo com o documento, elaborado por Jorge Faria Silva, Maria Ângela Dionísio, Samuel Borralho e Vítor Nunes Canarias, com coordenação de Sofia Terlica, o excedente da Segurança Social foi particularmente “suportado no crescimento das contribuições (7,3%) e na contenção da despesa com pensões e prestações (4,4% vs.
9,0% previsto)” .
Em termos absolutos, o saldo apurado até julho traduz-se num acréscimo de 1.201 milhões de euros face ao período homólogo de 2025.
O saldo do sistema Previdencial aumentou 697 milhões de euros, atingindo 3.915 milhões de euros (mais 21,7% face ao período homólogo), em contraste com a previsão de redução anual do excedente (2,7%).
UTAO Relatório 'Evolução Orçamental: janeiro a julho de 2026' O crescimento das contribuições sociais está diretamente ligado à evolução do emprego e dos salários.
Segundo dados do INE citados pela UTAO, a população empregada aumentou 2,9% no segundo trimestre e a remuneração bruta mensal média por trabalhador subiu 5,1% em termos nominais.
Do lado da despesa, o relatório sublinha que “a despesa efetiva da Segurança Social aumentou 4,4% nos primeiros sete meses, um ritmo inferior ao previsto para o conjunto do ano (9,0%)”, uma evolução que a UTAO atribui a “um crescimento mais contido das pensões e da maioria das restantes prestações sociais”.
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