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Economia

Teerão diz que acordo com Omã não leva à reabertura de Ormuz

Jornal Económico ·
Teerão diz que acordo com Omã não leva à reabertura de Ormuz

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, disse hoje que o acordo com Omã não vai levar à reabertura do estreito de Ormuz, pelo menos, até que os EUA retomem os seus compromissos.

“O acordo com Omã não significa, de forma alguma, que o estreito de Ormuz será reaberto”, afirmou o ministro, em entrevista ao Al-Araby Al-Jadeed, um meio de comunicação social panárabe com sede em Londres.

De acordo com o governante, a condição do Irão para a reabertura do estreito de Ormuz é que os EUA retomem o cumprimento dos seus compromissos, previstos no Memorando de Islamabad, assinado em junho, entre Teerão e Washington.

O Memorando de Islamabad determinava o fim das hostilidades, o levantamento do bloqueio naval dos EUA, a reabertura de Ormuz, o levantamento das sanções petrolíferas e a libertação dos bens congelados.

No sábado, a agência de notícias iraniana Tasnim anunciou um acordo entre as duas partes sobre a navegação em Ormuz, a ser apresentado na segunda-feira.

Segundo os meios de comunicação iranianos, o acordo vai ser apresentado numa reunião, que vai juntar Irão, Omã, Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Iraque, mas não contará com o Bahrein.

O encontro de segunda-feira, na cidade portuária omanita de Salalah, sobre Ormuz, visa reforçar a cooperação em matéria de segurança no Médio Oriente, estando a ser apresentado pelo Irão como “o primeiro passo para o estabelecimento de uma estrutura regional de cooperação em matéria de segurança” no Golfo, avançou a agência de notícias estatal iraniana IRNA.

“Será uma pedra basilar crucial para garantir a estabilidade e a segurança”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Bagheai, à ISNA, outra agência de notícias iraniana.

O Irão foi atacado a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel.

Mais tarde, Teerão assumiu o controlo do estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitava aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Esta situação, que persiste há seis meses após o início das hostilidades, continua a impulsionar os preços do petróleo, que esta semana voltaram a ultrapassar a marca simbólica dos 100 dólares por barril.

O estreito de Ormuz é limitado a norte pela costa iraniana e a sul pelo Sultanato de Omã.

Os dois países, que mantêm boas relações, têm vindo a discutir há várias semanas a futura gestão de Ormuz.

Antes do início do conflito, a passagem pelo estreito era livre e desimpedida.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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