sábado, 29 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Desporto

Arouca-Marítimo, 2-1 (crónica)

Maisfutebol ·
Arouca-Marítimo, 2-1 (crónica)

Daí não vem nenhum mal ao mundo e que atire a primeira pedra quem nunca o fez. A tendência para, a cada temporada, nos focarmos apenas nas grandes equipas, nos grandes jogadores, nas contratações que fazem parangonas é natural, transversal e, digamos também, impossível de ignorar.

Talvez seja por isso, por termos essa premissa presente, que há o espanto. Um motor para qualquer apaixonado do futebol: a cada época, tentamos rotular uma “equipa-surpresa”. Hoje, início do campeonato, quando o relógio bateu nas 15h30, as duas que subiram ao relvado cumprem, até ver, os requisitos.

De um lado, um Arouca que começou a todo o gás, com vitórias, bom futebol e vendeu cara a derrota no Dragão na última jornada; do outro, um Marítimo de regresso ao convívio dos grandes, anos depois, com duas vitórias e um empate, uma ideia de jogo que cativa.

Não foi totalmente inesperado, portanto, o espetáculo que deram hoje: longe de, no papel, ser cabeça de cartaz, o Arouca-Marítimo foi um bom jogo.

A primeira parte teve de tudo: uma entrada forte do Arouca – com uma bola à barra –, seguida de uma resposta do Marítimo com uma outra bola nos ferros e um golo.

Foi ao minuto 27. Tejón (um dos melhores dos insulares) ficou de forma estratégica à entrada da área. O canto foi batido, a bola foi lá parar e o remate abriu o marcador.

Responderia o Arouca depois, já em cima do intervalo, por Van Ee, num remate que ainda desviou num defesa antes de “trair” Alfonso Pastor.

A segunda parte prometia – e cumpriu. O nível das duas equipas manteve-se, mas com ligeiro ascendente do Arouca. O segundo golo da equipa de Vasco Seabra foi exemplo disso mesmo: tudo começou nos pés de Fukui, japonês que andou pelo Bayern de Munique.

Dali seguiu para Gozálbez que olhou para a área e cruzou de forma perfeita para um Barbero que, vindo de trás, fugiu aos centrais e cabeceou para o golo (55m).

O Marítimo tentou arriscar, lançou Bamba e Boakye para a frente, mas até foi o Arouca a continuar mais perigoso. Dylan Nandin teve o golo nos pés por duas vezes – não foi lesto e as oportunidades goraram-se.

Quando soou o último apito, depois de 10 minutos finais anárquicos, de jogo partido, havia uma equipa-sensação mais feliz do que a outra: o Arouca, pois claro, que chegou ao 3º lugar e, nesta jornada, de lá não sairá.

Decidiu o jogo este avançado espanhol que o Arouca foi contratar ao Depor ainda na temporada passada. Em quatro jornadas, só não marcou numa: na visita ao FC Porto na última ronda. De resto, leva já três golos na I Liga e os aplausos que recebeu, quando foi substituído, são exemplo do que tem sido o início de época de Barbero. Os corações dos adeptos do Arouca estão conquistados.

O Arouca tinha começado a perder, com um golo do Marítimo ao minuto 27, empatou ainda na primeira parte, mas era na cabeça de Barbero que estava a chave da vitória. Com o 2-1, a equipa arouquense consumou a reviravolta que soube, depois, agarrar até ao final do encontro.

Dá gosto vê-lo jogar. É, sem dúvidas, o melhor jogador deste Marítimo, pelo toque de bola, pela chegada à área, pela visão de jogo.

Ler a notícia completa no Maisfutebol ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maisfutebol.iol.pt — o conteúdo pertence a Maisfutebol.

Este assunto em outros veículos

Mais de Maisfutebol

Ver tudo ›

Mais em Desporto

Ver tudo ›