Falhas nos exames digitais já tinham ocorrido no piloto, diz ex-JNE
L uís Duque de Almeida foi hoje ouvido no parlamento sobre o teste piloto do exame de Filosofia realizado em 2025, e revelou que os constrangimentos registados este verão durante o processo de digitalização dos exames nacionais "já tinham ocorrido no piloto".
O antigo presidente do Júri Nacional de Exames (JNE), que saiu de funções a 9 de setembro de 2025, disse que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) "nunca pediu um balanço extraordinário" sobre como tinha corrido o projeto-piloto, acrescentando que "normalmente existiam reuniões de acompanhamento de avaliação externa, mas com esta tutela nunca existiu".
Segundo Luís Duque de Almeida, nessas reuniões participavam os organismos envolvidos no processo de avaliação externa - o JNE, o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, a inspeção e a editorial do Ministério, que imprimia as provas.
"Normalmente existiam essas reuniões de acompanhamento e avaliação externa, mas nos últimos anos realmente não existiram", disse o ex-presidente do JNE durante a audição parlamentar pedida pela Iniciativa Liberal.
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