Cabo Verde sai da lista de tráfico humano "significativo"
Os Estados Unidos (EUA) mantiveram o Brasil na lista de países “em observação” devido ao risco de tráfico humano, mas retiraram Cabo Verde e reconheceram os “esforços significativos” do arquipélago para combater o fenómeno.
O Relatório do Tráfico de Pessoas 2026, divulgado na quinta-feira pelo Departamento de Estado dos EUA, sublinha que Cabo Verde foi elevado para o nível dois no que toca à proteção das vítimas de tráfico humano.
O documento anual inclui três categorias e a subcategoria “ lista de observação de nível dois “, esta destinada a países com um número “ muito significativo ” de vítimas de tráfico ou que não conseguem fornecer provas dos esforços.
Em comparação com 2025 , Cabo Verde saiu desta subcategoria e passou para o nível dois: “países cujos governos não atendem totalmente aos padrões mínimos [de proteção das vítimas], mas estão a fazer esforços significativos “.
O Governo de Cabo Verde “demonstrou um aumento geral dos esforços “, diz o relatório, que destaca o início de um processo judicial e a identificação e encaminhamento de uma vítima para assistência.
O documento sublinha ainda a realização de formação para agentes da autoridade e autoridades fronteiriças e a atualização dos procedimentos para identificação e assistência às vítimas.
No entanto, lamenta o Departamento de Estado, Cabo Verde “ não condenou nenhum traficante nem referiu esforços para combater a cumplicidade das autoridades ” e os esforços para identificar e assistir as vítimas “permaneceram limitados”.
O Brasil permanece na subcategoria de países “ em observação “, com o relatório a mencionar que “as ações de aplicação da lei no combate ao tráfico [humano] permaneceram inadequadas”.
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As autoridades continuam a conduzir processos contra traficantes de pessoas para fins de exploração laboral nas esferas cíveis , em vez das criminais, em parte “devido à recolha insuficiente de provas “.
Algo que resultou em penas administrativas em vez de investigações criminais e ações penais com penas de prisão, o que “enfraqueceu o efeito dissuasor”, defende o Departamento de Estado.
O relatório refere que, em média, os tribunais demoraram mais de 10 anos a julgar os casos de tráfico e que “ menos de metade ” das vítimas registadas receberam assistência do Governo.
Os esforços para combater o tráfico para exploração sexual foram “ insuficientes face à dimensão do crime ” e verificou-se “uma falta de coordenação adequada” entre as autoridades federais e estaduais, lamenta o documento.
Angola, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste continuam no nível dois da lista , na qual não consta São Tomé e Príncipe.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.