Mulheres e crianças moçambicanas caminham horas para ter água após cheias em Gaza
Mulheres e crianças moçambicanas caminham horas para obter água e persistem riscos de exploração e insegurança em áreas afetadas pelas cheias em Gaza, apesar dos avanços nos planos de reassentamento, segundo um relatório oficial.
De acordo com o documento, elaborado pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e parceiros humanitários, a avaliação realizada entre maio e junho incidiu em 14 potenciais locais de reassentamento nos distritos de Bilene, Chibuto, Chókwè, Guijá e Massingir, na província de Gaza, a mais afetada pelas cheias do início do ano no sul de Moçambique.
Os locais identificados abrangem 993 hectares e têm capacidade potencial para acolher 7.412 famílias, mas apenas 11 foram classificados como adequados ou parcialmente adequados para desenvolvimento imediato, com 863 hectares e capacidade para 6.427 famílias.
A avaliação conclui que os principais constrangimentos ao reassentamento continuam a ser a escassez de água potável, a falta de saneamento, a distância a escolas e unidades sanitárias, as dificuldades de acesso durante a época chuvosa e a insuficiência de oportunidades de subsistência.
Em Nhamusse, distrito de Massingir, mulheres e raparigas chegam a caminhar cerca de duas horas para recolha de água própria para consumo, enquanto em Chingoe o percurso pode atingir uma hora.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Mundo.