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Fundo Soberano de Angola vê lucro crescer 200% para 451 milhões de euros

Jornal Económico ·
Fundo Soberano de Angola vê lucro crescer 200% para 451 milhões de euros

O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) lucrou 526,973 milhões de dólares (cerca de 451 milhões de euros) no ano passado, registando uma subida de 200% sobre os quase 176 milhões de dólares com que encerrou 2024.

Os resultados foram apresentados esta terça-feira, 25 de agosto, em Luanda, e mostram uma “melhoria substancial da rentabilidade do fundo”, com a entidade estatal a confirmar uma autonomia financeira de 95,7% no final do exercício.

A contribuir para o resultado líquido positivo do FSDEA estão, em primeira linha, os ganhos brutos das carteiras de investimentos, que ascenderam a 544,962 milhões de dólares no exercício.

“Este desempenho corresponde a um aumento de 352,5 milhões de dólares, ou 183%, refletindo o crescimento expressivo dos rendimentos gerados pela carteira de investimentos e a melhoria do desempenho das principais fontes de receita do fundo”, refere a instituição no Relatório e Contas de 2025 .

Em termos de capitais próprios, a instituição fechou o ano com 4,5 mil milhões de dólares, correspondentes a um aumento de 13% (526,9 milhões de dólares).

Dividida em investimentos líquidos e investimentos alternativos, a carteira de investimentos do FSDEA estava avaliada em 3,2 mil milhões de dólares no final de 2025.

A rentabilidade dos primeiros, cuja carteira está avaliada em 2,1 mil milhões de dólares, subiu 4,0 p.p para 15%, “acima da expectativa média de retorno anual de 5% previsto na Estratégia de Alocação de Activos (EAA)” da instituição.

De acordo com o fundo, “acompanhando a dinâmica positiva dos mercados financeiros internacionais”, a carteira líquida gerou rendimentos de 253 milhões de dólares, provenientes sobretudo da classe de renda variável, como ações (47,3%).

Seguem-se os instrumentos de dívida (22,7%), os fundos de investimento (14,9%) e as aplicações de liquidez (15,1%). dos quais mais de 65% alocados na América do Norte e em setores estratégicos como tecnologia, financeiro, telecomunicações e indústria.

O documento indica que a maior parte dos recursos foram alocados a quatro gestores externos – Ninety One (37%), AllianceBernstein (26%), Western Asset (15%) e OakTree (9%).

A alocação é composta principalmente por instrumentos financeiros tradicionais (ações e obrigações) e em setores estratégicos como o da tecnologia, serviços financeiros e telecomunicações.

“O FSDEA equilibra o perfil de risco da carteira de investimentos líquidos, investindo em títulos de renda fixa governamentais , quase governo e corporativos maioritariamente dentro do G7, em títulos seguros, com uma duração média entre 3-7 anos e com uma boa qualidade de risco, dentro do grau de investimento (Aaa-Baa), conforme a avaliação de agências de rating internacionais, como a Moody’s”, acrescenta a entidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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