Como fizemos "Os Escândalos de uma Revolucionária"
Um dia, Lady Macbeth entrou na redação do Observador. Quer dizer: mais ou menos. Bárbara Branco estava a duas semanas de se começar a tornar na Lady Macbeth quando entrou na redação do Observador. Antes de terem início os ensaios para a peça que, esta sexta-feira, marcou a reabertura do teatro Nacional D. Maria II a atriz precisou de passar alguns dias connosco. Bárbara ia dar voz ao novo Podcast Plus do Observador. “Os Escândalos de uma Revolucionária” conta a história de Annie Silva Pais, a filha do último diretor da PIDE que fugiu do casamento com um diplomata para se juntar à revolução cubana — tudo com a ajuda de Fidel Castro.
Algumas pessoas mais crentes nos poderes do universo poderiam dizer que estava escrito nas estrelas. É que, em tempos, Bárbara Branco esteve para ser Annie numa série de televisão. Agora, em certo sentido, isso ia mesmo acontecer. A atriz não ia ser Annie, mas ia contar a história de Annie.
Temos de admitir que nem sempre tudo correu bem. Rui Ferreira é jornalista, vive em Miami e foi amigo íntimo de Annie. Falou com a Inês durante duas horas e contou histórias extraordinárias. Mas, no final, a Inês percebeu que tinha perdido tudo. A gravação desaparecera de forma misteriosa. Só depois de uma conversa nervosa com a empresa que criou o programa que usamos para fazer as nossas entrevistas à distância é que foi possível recuperar tudo.
Como sabem aqueles que costumam ouvir os nossos Podcast Plus, a sonoplastia é tão importante quanto a pesquisa, o guião e a narração. E há ainda a banda sonora. Quando os nossos sonoplastas Pedro Oliveira, Mariana Aguiar e Artur Costa estavam a começar a trabalhar nos episódios, chegou a primeira versão de “Cuba mia”, a música que Frankie Chavez compôs expressamente para “Os Escândalos de uma Revolucionária” . Nessa altura, ficou evidente para todos — para os mais e menos crentes nos poderes do universo — que, realmente, os astros estavam alinhados.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.