Habitação: Pedro Duarte aguarda resposta a convite para se reunir com manifestantes
O presidente da Câmara do Porto disse este domingo (18) aguardar uma resposta do movimento pela habitação, que há uma semana ocupa a Praça D.
João I, ao convite feito para uma reunião, estando as portas da autarquia “sempre abertas”.
“Na quinta-feira, o meu gabinete contactou os organizadores [da manifestação] no sentido de podermos promover uma reunião para podermos dialogar sobre o problema da habitação, e o convite mantém-se”, revelou Pedro Duarte à margem da apresentação de um livro sobre Germano Sousa, no Palácio da Bolsa, no Porto.
O ex-ministro prosseguiu, afirmando: “Estamos a aguardar, não tivemos nenhuma resposta, mas também não quero com isto estar a criticar ninguém porque é quando entenderem, portanto, as portas [da câmara] estão abertas para esse efeito”.
O autarca, eleito pelo PSD/CDS-PP/IL, disse que a reunião, a realizar-se, deverá ser na câmara porque a Praça D.João I, onde os manifestantes voltaram no sábado a montar tendas e onde permanecem, não é o espaço adequado.
“Parece mais ou menos do senso comum que a praça não é o espaço adequado [para uma reunião], mas a câmara é um espaço de todos os cidadãos e, portanto, estão as portas abertas para sempre que estes ou outros cidadãos queiram discutir algum problema, nomeadamente um tão importante como é o da habitação”, disse.
O movimento pela habitação decidiu, no sábado, voltar a montar tendas e a acampar no local.
“Ficamos aqui ou não?”, perguntou, durante a Assembleia Popular da Habitação, uma das manifestantes ao microfone no centro da praça onde se concentraram centenas de pessoas que, em uníssono e em alta voz, gritaram “sim”.
Pedro Duarte recordou que, no Porto, já existem muitas políticas para contrariar o problema da habitação e o seu executivo, apesar de estar em funções há menos de um ano, tem já muitas políticas efetivas.
Mas isso, acrescentou, não quer dizer que não possam surgir outras ideias e não possam acolher novas ideias para combater o problema e darem melhores condições, nomeadamente aos mais jovens que querem ficar na cidade e que se veem obrigados a ir para fora e a outras pessoas que têm menos rendimentos e que enfrentam algumas ameaças como despejos.
Porto.
Pedro Duarte suaviza tom numa altura em que corre uma petição a exigir a sua demissão "O Porto não se vende": as imagens da noite de protestos pela habitação após intervenção policial
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.