Kremlin diz que Kiev estaria a planear invadir a Rússia
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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques na imprensa russa com a Laura Figueiredo. O Kremlin diz que Kiev estaria a planear invadir a Rússia antes de Moscovo invadir a Ucrânia.
A afirmação chega por um assessor de Vladimir Putin. De acordo com este responsável, a data da operação militar estaria marcada para 8 de março de 2022. Numa entrevista à agência de notícias russa TASS, o assessor do presidente russo afirma que documentos encontrados pelos militares do Kremlin no início da segunda operação militar, no quartel-general abandonado de uma das brigadas da divisão de tropas das Forças Armadas Ucranianas, especificavam uma data exata para a invasão da Rússia. O assessor acusa o Ocidente de fingir ser apoiante dos acordos de Minsk, ao mesmo tempo que estaria a preparar a Ucrânia para a guerra. A mesma fonte acrescenta que, como o presidente Vladimir Putin afirmou anteriormente, o dia 22 de junho jamais se repetirá na nossa história. Isto numa referência ao dia da invasão da União Soviética por parte da Alemanha Nazi, em 1941.
O Kremlin desmentiu Vladimir Zelensky sobre a mobilização de 300 mil militares para as linhas da frente.
Um esclarecimento que chega depois do presidente ucraniano ter avançado que a Rússia ia mobilizar mais de 300 mil pessoas para as linhas da frente de guerra. Citado pela Ria Novosti, o porta-voz do Kremlin diz que isto são fake news. Dmitry Peskov afirma que este tipo de informações estão a ser plantadas pelas autoridades ucranianas com o intuito de tentar destabilizar ideologicamente a situação na Rússia. Já há cerca de um mês, o vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitry Medvedev, classificou também as notícias de uma suposta mobilização em curso no país como uma falsa provocação do inimigo, com o objectivo de destabilizar a situação.
Moscovo reivindicou ataques com drones a dois navios nos portos ucranianos de Yuzhny e Odesa, que causaram incêndios nas embarcações. De acordo com o Ministério Russo da Defesa, citado pela agência de notícias russa Interfax, estes ataques tiveram como objectivo reduzir a capacidade das Forças Armadas da Ucrânia de transportar armas e equipamentos militares. O ataque atingiu também várias zonas na área portuária e quatro depósitos que continham equipamentos para as Forças Armadas da Ucrânia.
A Crimeia anexada declarou estado de emergência regional devido a incêndios florestais.
As autoridades da Crimeia anexada declararam hoje este estado de emergência devido ao aumento de um incêndio florestal que começou já na semana passada, na sequência de um ataque com drones ucranianos. De acordo com o Moscow Times, o fogo começou na quarta-feira numa reserva natural florestal perto da cidade turística de Yalta e alastrou-se já para 50 hectares em apenas três dias. As autoridades de emergência ainda não confirmaram oficialmente a causa do incêndio, mas alguns relatos que citam imagens de satélite da NASA indicam que o fogo começou na noite do ataque de drones ucranianos a Yalta.
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