Polícia frustra ataque a fábrica de drones na Eslováquia. Há 3 detidos
"S e tal ataque tivesse ocorrido, teria implicado o risco de um incêndio de grandes proporções, ameaças à vida e à saúde das pessoas, e danos materiais consideráveis", informou a polícia no Facebook.
Até agora, não foram divulgados detalhes oficiais sobre se a Ucrânia, país invadido pela Rússia em 2022 e que faz fronteira com a Eslováquia, era cliente desta fábrica de sistemas não tripulados, nem sobre se estes têm uso militar ou civil.
Segundo o jornal Denník N, a empresa a que a polícia eslovaca se refere é a Skyeton, localizada em Haniska (leste) e fabricante dos drones Raybird, usados na defesa da Ucrânia.
Durante a operação foram feitas duas detenções, tendo sido pedida prisão preventiva para ambos os suspeitos de autoria e para um terceiro indivíduo na Alemanha, após ser emitido um mandado de busca e captura europeu num prazo excecionalmente curto.
Os três detidos são estrangeiros, mas as autoridades não divulgaram as respetivas nacionalidades.
São suspeitos de "um crime especialmente grave, de colocar em perigo a segurança pública, presumivelmente cometido como coautores e por encomenda", precisou a Polícia.
Os agentes da polícia também apreenderam uma grande quantidade de mistura incendiária, ferramentas, telemóveis, uma câmara e um plano desenhado à mão.
Segundo uma avaliação pericial preliminar do Instituto de Ciências Forenses da Polícia, a substância apreendida era uma mistura de gasolina e poliestireno, vulgarmente conhecida como napalm, que queima a temperaturas extremas entre 800 e 1.200 graus.
Os agentes que desenvolveram esta operação contaram com a ajuda dos serviços de informações civis e militares, assim como da unidade móvel de intervenção da polícia de fronteiras.
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