GamaLife lucra mais 50% no primeiro semestre apesar da quebra na produção
A seguradora GamaLife fechou os primeiros seis meses de 2026 com um resultado líquido de 27,9 milhões de euros, acima dos 18,5 milhões registados no mesmo período de 2025, de acordo com as contas IFRS não auditadas divulgadas esta quinta-feira pela seguradora.
O resultado antes de impostos manteve-se praticamente estável, em 30,9 milhões de euros, mas o resultado líquido disparou 50,8%, de 18,5 para 27,9 milhões de euros.
A evolução também reflete uma redução da despesa fiscal reconhecida face ao primeiro semestre de 2025, período que a companhia tinha sido penalizada por efeitos extraordinários associados a impostos diferidos.
Apesar da distribuição de 70 milhões de euros em dividendos, a GamaLife terminou junho de 2026 com 219 milhões de euros de capitais próprios, menos 40 milhões do que no final de 2025.
Em sentido contrário, o capital Tier 1 sem restrições registou uma evolução positiva, aumentando 23 milhões de euros, para 562 milhões.
A geração de capital do negócio foi, contudo, parcialmente absorvida pela amortização de 14 milhões de euros associada às medidas transitórias previstas no regime de Solvência II.
A produção total atingiu 223 milhões de euros no semestre, menos 4,6% do que um ano antes.
A quebra está essencialmente relacionada com Portugal, onde o lançamento de um novo produto de poupança acabou por ser adiado para julho.
No mercado português, a produção situou-se em 164 milhões de euros, com os prémios de poupança a recuarem 11 milhões, enquanto o negócio de seguros de vida e risco se manteve estável.
Dentro da poupança, os produtos ligados a fundos tiveram uma evolução mais favorável e compensaram parcialmente a redução das vendas de produtos tradicionais com participação nos resultados.
O novo PPR garantido lançado em julho veio, entretanto, acelerar de forma significativa a atividade neste segmento.
Este produto lançado pela GamaLife em julho de 2026 chama-se PPR Garantia GamaLife e foi colocado no mercado no início de julho, através das parcerias da seguradora com o novobanco, novobanco dos Açores e Banco Best.
Considerado um produto de combate com 3% de taxa garantida em 2026 e 2% em 2027 e 2028 e sem comissões de subscrição e de gestão , o PPR ainda não contou para a produção no 1º semestre deste ano.
Em Itália a produção a crescer cerca de 3 milhões de euros para 59 milhões , impulsionada sobretudo pela entrada de novo negócio, compensou a redução dos prémios regulares e dos reforços da carteira existente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.