Como Portugal e Espanha lidam com o envelhecimento? Congresso vai debater
T erá lugar esta sexta-feira, dia 25 de setembro, a partir das 9h00, a 2.ª edição do congresso «Os Seniores no Século XXI – Compromisso de Futuro», organizado pelo Gabinete Sénior – Associação de Apoio Jurídico e Social, no auditório da Fundação Cidade de Lisboa, que analisará os desafios demográficos que Portugal e Espanha enfrentam no que diz respeito ao envelhecimento da população.
Neste contexto, sublinhe-se, o país vizinho está prestes a aprovar um quadro legislativo e respostas socioeconómicas no domínio da autonomia pessoal e da dependência que permitirá aos cidadãos mais velhos ver suportados pelo Estado 50% dos custos que têm quer com lares (ou residências seniores) quer com variadíssimos cuidados, entre outros benefícios.
No entanto, para os idosos portugueses a realidade é diferente, e são precisamente as condições, as respostas e os desafios que os dois países ibéricos têm em mãos que vão estar em destaque no evento, que conta com a participação da secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, às 9h45, e receberá o contributo de mais de duas dezenas dezenas de especialistas ibéricos, em diferentes áreas.
"Uma das conferencistas é María Teresa Sancho Castiello, diretora-geral do Instituto de Maiores e Serviços Sociais (IMSERSO) do Governo de Espanha, cuja intervenção permitirá, mais do que saber quais as mudanças em marcha no modelo de proteção das pessoas em situação de dependência, perceber quais os novos direitos e respostas que poderão resultar da reforma legislativa espanhola, e em que medida os cuidados no domicílio sairão reforçados, inclusivamente permitindo que as pessoas permaneçam durante mais tempo nas suas casas e comunidades", pode ler-se numa nota enviada às redações.
O congresso será composto por um total de seis painéis temáticos, a saber: “Europa que cuida: políticas públicas para um envelhecimento digno, ativo e saudável”; “Portugal próximo: respostas reais para um envelhecimento ativo e saudável”; “Envelhecer atrás das grades: invisibilidade, solidão e condições de vida em contexto prisional”; “Pensões, dignidade e qualidade de vida: que futuro para os reformados em Portugal e na Europa?”; “O Estatuto do Idoso: o que muda na vida das pessoas seniores?”; e “O Poder da rede: associativismo e solidariedade na proteção sénior”.
A realidade prisional portuguesa, que reproduz a tendência sociodemográfica do país, havendo cada vez mais idosos nas cadeias nacionais, será, então, um dos painéis de destaque. Dados oficiais indicam que Portugal tem a população prisional mais envelhecida da Europa, com mais de 2.500 reclusos entre os 50 e os 64 anos e meio milhar com 65 ou mais anos de idade. De resto, o país tem a duração média de encarceramento mais longa da Europa (31,4 meses), o que contribui para o envelhecimento natural dos indivíduos dentro dos estabelecimentos penais.
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