Escola Portuguesa de Macau está na capacidade máxima
O novo diretor da Escola Portuguesa de Macau (EPM) declarou que, para já, não existem planos para a expansão da instituição, embora fizesse "todo o sentido", já que "está na capacidade máxima", com um total de 828 alunos.
"A escola está na sua capacidade máxima.
Eu diria que, quer obras de requalificação, quer alguma expansão - que tem sempre de ser muito bem pensada - naturalmente que teriam todo o sentido, porque viriam melhorar as condições globais, eventualmente criar um pouco mais de capacidade para acolhermos mais alunos", disse, em entrevista à Lusa, João Miguel Gonçalves, recém-chegado ao cargo.
Questionado sobre se há novidades neste sentido, o diretor respondeu negativamente.
Quer a expansão quer a requalificação estão em "cima da mesa já há muitos anos", lembra o diretor, notando ainda "ser prematuro" falar sobre o tema, já que "são decisões que passarão necessariamente, quer pela Fundação Escola Portuguesa de Macau, quer pelos órgãos de governo" de Portugal e Macau.
Há vários anos que se fala numa possível expansão da EPM, com falta de espaço crónica, tendo-se inclusivamente aventado a hipótese de deixar o edifício atual, projeto do arquiteto Raúl Chorão Ramalho (1914-2002), e criar de raiz uma nova estrutura na ilha da Taipa.
No presente ano letivo, estão inscritos 828 alunos - mais 18 do que no ano anterior - de cerca de dezena e meia de nacionalidades, sendo a maioria portugueses e chineses.
Apesar do aumento de inscritos não representar uma variação significativa, "é um sinal positivo", destaca João Miguel Gonçalves, lembrando a "forte redução de alunos" no território.
"A EPM está numa situação ímpar desse ponto de vista, porque tem especificidades que fazem com que a procura não seja a procura normal do mercado na área da educação.
E aqui, pelo menos, nota-se que se mantém uma dinâmica de procura importante", reforça.
No que diz respeito aos professores - 83 a cargo de 38 turmas -, este ano o estabelecimento conta com novos cinco profissionais contratados em Portugal, de acordo com o diretor, que recusa a falta de educadores, contrariando, desta forma, a existência de instabilidade no corpo docente de anos passados.
Em junho, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, reconheceu dificuldades na contratação de docentes para instituições de ensino portuguesas em Macau devido a alterações nas autorizações de residência e, segundo disse, a melhores condições em Portugal.
Macau não aceita desde agosto de 2023 novos pedidos de residência de portugueses para o "exercício de funções técnicas especializadas", permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território.
As orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999.
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