Lisboa e Porto entram em estudo global sobre cidades mais competitivas da próxima década
Lisboa e Porto figuram entre as 1.500 cidades analisadas no estudo The Cities Shaping the Future, do Oliver Wyman Forum, que identifica os fatores que vão determinar a competitividade económica das cidades na próxima década.
As localidades cobertas pelo índice são responsáveis por mais de 75% do PIB mundial.
Lisboa foi integrada na categoria Global Challengers, o segundo nível do índice, com destaque para o dinamismo comercial, a conectividade e a tecnologia.
O Porto ficou na categoria Specialized Leaders, com desempenho inferior ao da capital nessas três dimensões, mas com pontuação mais elevada na resiliência ambiental.
O índice da Oliver Wyman avalia mais de 50 indicadores distribuídos por quatro domínios: dinamismo comercial, conectividade, tecnologia e resiliência ambiental.
No dinamismo comercial – que mede a densidade de sedes empresariais, a presença de multinacionais, a dimensão do mercado e o crescimento populacional -, o ranking mundial é liderado por Tóquio, Nova Iorque e Seul.
Na Europa, Londres, Paris e Madrid lideram o indicador.
Xangai encabeça o índice de conectividade, à frente de Tóquio e Hong Kong, com Londres, Frankfurt, Paris e Amesterdão como as cidades europeias mais bem posicionadas.
Em tecnologia, São Francisco lidera uma tabela dominada por cidades dos EUA e da Ásia, com Londres como única representante europeia no top 5.
Já na dimensão ambiental, o pódio é ocupado por cidades do norte da Europa – Berna, Gotemburgo e Oslo -, sem qualquer cidade do sul do continente entre as primeiras posições.
O estudo aponta cinco tendências que vão moldar a competitividade urbana: a consolidação da vantagem das cidades líderes, ainda que com a ascensão de novos polos na Ásia e no Médio Oriente; o reforço do papel dos mercados emergentes nas cadeias de abastecimento, impulsionado pelo nearshoring; a atratividade crescente das cidades de média dimensão, com custos mais competitivos e melhor acesso à habitação; a consolidação da inovação e do talento como fatores decisivos; e a transformação da resiliência climática numa vantagem competitiva.
Segundo a Oliver Wyman, as cidades mais bem posicionadas na próxima década serão as que conseguirem combinar robustez económica, capacidade de inovação, adaptação climática e atração de talento.
Para os líderes empresariais, o desafio passa por diversificar a presença geográfica entre centros globais consolidados e cidades emergentes de média dimensão.
Para os decisores públicos, a competição por investimento e talento já não depende apenas da fiscalidade ou das infraestruturas, mas também da tecnologia e da resiliência climática.
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