PRR: E depois do adeus?
O programa europeu NextGenerationEU aproxima-se do fim.
Criado para responder à crise pandémica, tornou-se um dos maiores instrumentos de investimento da história europeia.
Segundo a Comissão Europeia, até ao final de agosto de 2026 tinham sido desembolsados 440 mil milhões de euros, dos quais 17,23 mil milhões destinados a Portugal, sobretudo para financiar investimentos e reformas estruturais.
Mas a questão decisiva já não é apenas quanto foi gasto, mas o que ficará deste esforço de investimento sem precedentes, cujos efeitos económicos deverão prolongar-se muito para além do encerramento do programa.
Uma primeira reflexão é que o PRR representou uma oportunidade extraordinária para Portugal.
Com uma dotação de 21,9 mil milhões de euros, permitiu financiar investimentos em saúde, habitação, infraestruturas, digitalização e empresas, aliviando a pressão sobre as contas públicas.
O Banco de Portugal estimou que o programa poderia elevar o nível do PIB entre 1,1% e 2% até 2026, relativamente a um cenário sem PRR.
Um contributo económico relevante, embora ainda sujeito a avaliação definitiva.
Uma segunda conclusão é que executar fundos não significa necessariamente transformar a economia.
O mesmo Banco de Portugal estimou um aumento de cerca de 1% do produto potencial no longo prazo.
Mas concretizar esse efeito depende da qualidade dos investimentos e das reformas.
Construir infraestruturas, modernizar serviços e apoiar empresas produz benefícios; o verdadeiro retorno, porém, mede-se na produtividade, na inovação e na capacidade de gerar valor acrescentado.
Por fim, importa refletir sobre um futuro com estratégia própria de país.
O fim do PRR coincide com uma transformação dos motores de crescimento europeu.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.