No Brasil, casas de apostas despedem em massa depois de proibição de “bets”. Em Portugal, aumentam as reabilitações
Depois de o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ter vetado as apostas online no Brasil, as casas de apostas, conhecidas como “bets”, começaram a despedir trabalhadores.
Segundo um levantamento da Amig (Associação de Mulheres da Indústria do Gaming), obtido pela Folha de São Paulo, pelo menos 36 das 188 marcas que estavam autorizadas… Segundo o jornal brasileiro, o caso mais expressivo é o da H2Bet, uma casa de apostas com origem nos clubes de póquer, que dispensou 170 dos seus 270 funcionários.
A informação foi tornada pública pelo diretor de operações, Diego Breda de Carvalho, numa publicação no Instagram, em que escreveu que aquele era seguramente o pior dia da sua vida de empreendedor, depois de 28 anos de atividade, e que mais de 170 pessoas tinham perdido o emprego porque Lula decidira que o trabalho delas deixaria de existir.
A empresa não respondeu ao pedido de comentário da Folha, mas pessoas a par do assunto indicam que continuará a atuar no clube de póquer H2 Club e no patrocínio de competições de cartas, como o BSOP (Campeonato Brasileiro de Póquer).
View this post on Instagram Também a Rivalo dispensou quase toda a sua equipa, de cerca de 100 pessoas, segundo antigos funcionários, com os pedidos de aviso prévio a começarem na semana passada.
O diretor da empresa para o Brasil, Daniel Eskinazi, atribuiu os despedimentos à medida, que interrompeu as operações da Rivalo, e garantiu em comunicado que a empresa mantém alguns colaboradores na expectativa de uma eventual retoma, caso o mercado volte a ser regulamentado.
O Rei do Pitaco, que teve investimento do Grupo Globo na fase inicial, afastou mais de metade da sua equipa de 100 pessoas, com 40 despedimentos e 30 trabalhadores em férias coletivas, o que um executivo da casa confirmou sem querer comentar.
Entre as grandes empresas, a Ana Gaming, dona da Bet 7K e do Cassino, também fez dispensas, sem detalhar quantidades, e afirmou que encerrar operações por determinação legal compromete as condições que sustentam postos de trabalho e contratos, acrescentando que mesmo uma eventual reversão da medida não elimina os danos já provocados.
O impacto estende-se à cadeia de fornecedores, num verdadeiro efeito em cascata, segundo a Folha.
A Alob Sports, que trabalha com promoção de eventos, divulgação com influenciadores e marketing ao vivo, e que era fornecedora da Betano, teve de desligar vários funcionários.
O seu sócio-fundador, Bernardo Pontes, explicou que as empresas de cenografia, segurança, promotores de eventos e brindes que contratavam também foram afetadas, e considerou que o mercado pode voltar, mas diferente, sendo preciso conhecer as novas regras do jogo antes de retomar a atividade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.