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Economia

Japão quer dar salto na despesa militar e entrar no top 5 mundial com 3,5% do PIB

Jornal Económico ·
Japão quer dar salto na despesa militar e entrar no top 5 mundial com 3,5% do PIB

De acordo com a Bloomberg, uma das opções em análise passa por o Japão seguir o compromisso assumido pela Coreia do Sul de elevar a despesa militar para 3,5% do PIB ao longo dos próximos dez anos.

Tóquio pretende assim aproximar-se do nível de investimento de outros aliados dos Estados Unidos na Ásia.

Uma meta de 3% também estará em análise.

A decisão ainda não está tomada.

Responsáveis japoneses já terão, contudo, sinalizado aos seus homólogos norte-americanos disponibilidade para aumentar significativamente a despesa militar, numa altura em que a administração de Donald Trump pressiona os aliados asiáticos para assumirem uma parcela maior dos custos da sua própria defesa.

O novo plano japonês de reforço da defesa deverá ser apresentado até ao final de 2026.

A eventual subida para 3,5% representaria uma transformação profunda na política de defesa japonesa.

O Ministério da Defesa pediu entretanto um orçamento recorde de 8,9 biliões de ienes (cerca de 51,6 mil milhões de euros) para o exercício que começa em abril de 2027.

O valor continua, no entanto, muito abaixo do montante necessário para atingir uma despesa equivalente a 3,5% do PIB.

O salto é particularmente significativo porque o Japão tem vindo a aumentar rapidamente a despesa militar depois de décadas de contenção.

Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI), o país gastou 62,2 mil milhões de dólares (cerca de 53,9 mil milhões de euros) em defesa em 2025, mais 9,7% do que no ano anterior e mais 61% do que em 2016.

A despesa correspondeu a 1,4% do PIB e colocou o Japão na décima posição mundial em termos de despesa militar.

Japão é actualmente a décima potência militar em despesa Segundo os dados do SIPRI, os Estados Unidos lideraram o ranking mundial em 2025, com 954 mil milhões de dólares (cerca de 826,7 mil milhões de euros), seguidos pela China, com 336 mil milhões (291,2 mil milhões de euros), e pela Rússia, com 190 mil milhões (164,6 mil milhões de euros).

A Alemanha surge em quarto lugar, com 114 mil milhões de dólares (98,8 mil milhões de euros), e a Índia fecha o grupo dos cinco primeiros, com 92,1 mil milhões (79,8 mil milhões de euros).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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