Iémen: Quatro mortos em ataque dos Huthis ao Palácio Presidencial de Aden
Pelo menos quatro pessoas morreram e dez ficaram feridas hoje num ataque dos rebeldes Huthis do Iémen ao complexo do Palácio Presidencial na cidade portuária de Aden, no sul do país, sede do governo iemenita internacionalmente reconhecido.
Dois guarda-costas do primeiro-ministro do Governo iemenita, Shaya al-Zindani, morreram no ataque, segundo o Ministério da Informação que, num comunicado, indica também que este e vários dos seus ministros, que então se encontravam no palácio, "estão a salvo".
Uma fonte militar afirmou que o ataque consistiu no lançamento de pelo menos quatro mísseis balísticos.
Além disso, fontes indicaram que o chefe do Conselho de Liderança Presidencial do Iémen, Rashad al-Alimi, e outros membros do principal órgão de Governo do país árabe se encontravam na capital da Arábia Saudita, Riade, e noutros pontos do território iemenita.
Até ao momento, desconhece-se a extensão dos danos no complexo do Palácio Presidencial, localizado no distrito de Maasheq, em Aden.
Por sua vez, o porta-voz militar dos Huthis, Yahya Sarea, confirmou em comunicado que os rebeldes atacaram o complexo, mas especificou que a ação foi dirigida contra "o quartel-general de operações militares do inimigo saudita em Aden", numa referência à coligação militar liderada por Riade que intervém no Iémen desde 2015.
Na nota, o porta-voz reiterou os objetivos do grupo: "Atacar as concentrações de tropas sauditas onde quer que se encontrem e considerar qualquer presença militar do inimigo saudita como um alvo legítimo para as nossas forças, independentemente da sua localização".
Trata-se da primeira vez que os Huthis atacam o Palácio Presidencial de Aden com mísseis balísticos desde o início desta nova fase da guerra no Iémen, no início de setembro, quando lançaram uma grande ofensiva para tomar o controlo da costa ocidental do país árabe.
O palácio de Maashiq situa-se num terreno elevado ao longo do passeio marítimo de Aden, cidade que se tornou a sede do Governo iemenita depois de os Huthis terem tomado a capital, Sana, em 2014.
O complexo é composto por vários edifícios e moradias com vista para o Golfo de Aden, sendo um dos monumentos políticos e históricos mais destacados da cidade, agora ameaçada pelos Huthis, na sua campanha para assumir o controlo das zonas costeiras do Iémen que estão nas mãos das forças pró-governamentais.
O Exército iemenita, por sua vez, mantém uma contraofensiva que conta com a cobertura aérea da Arábia Saudita, país que também é alvo de ataques dos Huthis devido à sua participação na guerra do Iémen desde 2015, liderando uma coligação militar de apoio ao Governo internacionalmente reconhecido.
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