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Milhares regressaram a Marrocos numa semana. Praias em Ceuta estão vazias

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Milhares regressaram a Marrocos numa semana. Praias em Ceuta estão vazias

M ais de 2.700 pessoas que estavam em Ceuta ilegalmente desde a entrada ilegal em massa de final de julho regressaram voluntariamente a Marrocos na última semana, disse hoje o governo espanhol.

O executivo sublinhou que foram desmantelados os acampamentos ilegais que estavam nas duas grandes praias da cidade há mais de dois meses.

Milhares de pessoas que estavam a dormir nas praias do Trampolim e Benítez ou saíram voluntariamente de Ceuta ou entraram num centro de alojamento temporário para serem registadas e iniciados os processos com vista ao repatriamento ou concessão de asilo, disse o ministro de Política Territorial de Espanha, Ángel Victor Torres, que coordena a resposta do Governo à situação na cidade.

A maioria das 70.000 pessoas que entraram ilegalmente em Ceuta numa avalanche humana em 30 e 31 de julho saiu quase de imediato, nas horas e dias seguintes do enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos.

Desde 10 de agosto, saíram outras 11.026 pessoas, sendo que 2.783 fizeram-no na última semana, revelou hoje o ministro Ángel Victor Torres.

Entre essas pessoas que regressaram a Marrocos desde 10 de agosto há 513 que foram expulsas por delitos e infrações (64 na última semana).

Quanto aos menores de idade, há 2.827 nos centros de acolhimento de Ceuta. Por outro lado, 86 menores foram reagrupados com familiares que já viviam em Espanha e outros 179 foram transferidos para centros de acolhimentos noutras regiões do país, segundo os dados atualizados hoje pelo Governo.

O ministro Ángel Victor Torres explicou o "importante alívio" do número de pessoas em situação ilegal em Ceuta na última semana com a consciência de muitos dos migrantes de que acabariam repatriados para Marrocos por decisão policial e judicial de expulsão.

A imprensa espanhola que está em Ceuta tem noticiado que os migrantes, ao serem retirados das praias foram informados de que se ficarem com um registo de expulsão em Espanha não poderão entrar no espaço Schengen nos próximos cinco anos ou serão reptariados de imediato se tentarem nova entrada ilegal, sem lugar a qualquer procedimento ou possibilidade de pedir asilo.

Neste contexto, ao chegarem em autocarros à fronteira, desde as praias onde estiveram a dormir, preferiram cruzar voluntariamente para o lado de Marrocos, sem que as autoridades espanholas lhes registassem os dados.

Fontes da polícia espanhola citadas pela agência EFE e testemunhos recolhidos por diversos meios de comunicação social em Ceuta disseram que um número não quantifiado de migrantes que estavam nas praias saíram para zonas florestais e bairros afastados do centro nos últimos dias, onde tentam escapar às autoridades.

O ministro disse hoje não haver estimativa neste momento de quantas pessoas permanecem em Ceuta ilegalmente.

Só haverá números quando terminar o processo de alojamento, registo e repatriamento de todas as pessoas, disse Ángel Victor Torres.

Segundo o executivo, há neste momento mais de 7.000 lugares para alojamento temporário e registo de migrantes em Ceuta, sendo que permanecem nestes centros cerca de 6.000 adultos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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