Sindicato exige aumento salarial na CGD em 2026 com efeitos retroativos
O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC) exigiu hoje um aumento salarial, com efeitos retroativos a 01 de janeiro, considerando insuficiente a atualização de 2% já adiantada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD).
"O custo de vida não parou de aumentar, a inflação estimada é também superior, pelo que o adiantamento da CGD de 2%, se nunca foi suficiente, mostra-se agora ainda mais afastado das reais necessidades de aumentos salariais", lê-se no comunicado divulgado pelo sindicato.
O sindicato argumentou que a conjuntura económica se alterou desde o início do processo negocial, com o agravamento do custo de vida e uma inflação estimada superior, destacando a subida dos preços dos combustíveis e da habitação.
O STEC apontou ainda para a capacidade financeira do banco público, referindo que os lucros da CGD poderão atingir os 2.000 milhões de euros no final deste ano.
Na informação divulgada, o sindicato defendeu que os prémios atribuídos aos trabalhadores, embora não sejam contestados, não substituem os aumentos salariais, por não abrangerem todos os trabalhadores e serem variáveis e incertos.
O STEC afirmou ter demonstrado disponibilidade para aproximar posições ao longo das negociações, mas defendeu que a CGD terá de se aproximar da proposta sindical para viabilizar um entendimento.
O sindicato sublinhou ainda que o processo negocial da CGD é autónomo das negociações para a revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) no setor bancário, que, segundo o STEC, foram encerradas unilateralmente pelo Grupo Negociador das Instituições de Crédito (GNIC).
O STEC pretende uma conclusão célere das negociações, mas advertiu que poderá recorrer a outras formas de luta para defender os trabalhadores e antigos trabalhadores da CGD.
A próxima reunião negocial está agendada ainda para outubro.
A posição sindical surge num contexto de contestação no setor, com manifestações e uma greve na banca anunciadas para 30 de novembro.
Os sindicatos bancários afetos à UGT anunciaram uma greve para dia 30 de novembro, data para a qual o SNQTB já tinha convocado uma paralisação, em protesto contra a proposta de aumentos de 2%.
Em comunicado, Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) anunciaram um conjunto de ações de luta contra a posição das instituições de crédito, que consideraram ser inadmissível.
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