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Economia

CGTP acusa Governo de "mascarar baixos salários" com redução do IRS

Notícias ao Minuto - Economia ·
CGTP acusa Governo de "mascarar baixos salários" com redução do IRS

A CGTP acusou hoje o Governo de "mascarar os baixos salários" com a redução das retenções de IRS em novembro, que diz não passar de "uma ilusão" de aumento do rendimento quando a fiscalidade é "cada vez mais injusta".

"Numa altura em que o custo de vida aumenta de forma avassaladora para a maioria dos trabalhadores, dos reformados e das suas famílias, o Governo volta a ensaiar uma ilusão do aumento do rendimento para alguns, ao mesmo tempo que nada faz para controlar a subida dos preços (e dos lucros) que pesam no bolso de todos", sustenta a central sindical em comunicado.

Para a CGTP, com esta medida o executivo tem também "um objetivo político que é mascarar os baixos salários", contrapondo como "grande exigência" o aumento de todos salários em 15%, com a garantia mínima de 150 euros e o aumento do salário mínimo nacional (SMN) para 1.100 euros em janeiro de 2027.

Com o objetivo de antecipar o efeito da descida extraordinária das taxas de IRS entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais até ao sexto escalão, aprovada para os rendimentos de 2026, com efeitos retroativos a 01 de janeiro, o Governo anunciou uma redução de 50% das retenções na fonte deste imposto no mês de novembro, regressando os descontos às tabelas normais em vigor em dezembro.

"Desta vez o Governo justifica esta medida com a 'redução das taxas gerais do IRS' que se enquadra numa imaginada 'redução da carga fiscal sobre os rendimentos das pessoas singulares' que 'constitui uma prioridade do XXV Governo Constitucional'", refere a central sindical, contrapondo que na proposta de Orçamento do Estado para 2027 "não só são os rendimentos de quem trabalha e trabalhou a suportar o grosso da receita fiscal, como se agrava esta tendência e o seu caráter injusto e regressivo".

Isto porque, ao nível do IRS, "a 'redução das taxas gerais' deixa de fora cerca de metade dos agregados, entre os quais cerca de 20% dos trabalhadores", porque auferem o SMN e não têm rendimentos suficientes para serem abrangidos pelo imposto.

Adicionalmente, os contribuintes de rendimentos medianos "vão ter um 'alívio' de cerca de um euro por mês".

Por outro lado, continua por fazer o reclamado englobamento obrigatório de todos os rendimentos e o fim das isenções fiscais aos denominados "residentes não habituais".

Quanto aos pensionistas – um milhão dos quais recebia em 2025 pensões até 500 euros – a CGTP acusa o Governo de "volta[r] a aplicar um aumento extraordinário que negligencia as necessidades para fazer face aos preços crescentes, recusando-se a aumentar as pensões de forma permanente, que as contas da Segurança Social permitem e os reformados carecem".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Economia.

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