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Mensagem contra Chega no Vilar de Mouros? Autarca repudia: "Inadmissível"

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Mensagem contra Chega no Vilar de Mouros? Autarca repudia: "Inadmissível"

A pós o duo britânico de punk rock Lambrini Girls ter exibido uma mensagem contra o Chega no festival Vilar de Mouros, em Caminha, a presidente da Câmara veio, através de uma mensagem colocada nas redes sociais, "demarcar-se completamente" da situação - que considerou "inadmissível" .

Na quarta-feira, dia 19 de agosto, um dia depois da atuação da banda (e da mensagem política contra o partido), Liliana Silva deixou uma mensagem no Facebook na qual começou por asseverar que se tratou de algo "lamentável" .

"Demarco-me completamente desta situação que considero inadmissível. O Festival de Vilar de Mouros é de todos e para todos" , apontou também a autarca, acrescentando: "Repudio veementemente esta atitude que nos foi totalmente alheia."

Liliana Silva considerou que o "festival de Vilar de Mouros é um espaço de celebração, música e união, devendo pautar-se pelo respeito pelas pessoas e pela sua história ", repudiando "a situação desta artista da mesma forma que repúdio aproveitamentos políticos em torno disto."

" O festival de Vilar de Mouros não tem partido nem cores. Pertence ao concelho de Caminha. Artistas usarem-no para insultar seja o que for é algo [que] me revolta e é atentatório da liberdade, do respeito e da sã convivência que queremos que paute neste Festival. Espero que este episódio isolado seja ultrapassado", escreveu ainda.

A autarca desejou que "continuem os próximos dias de festival, com grandes bandas e magníficos músicos, mas com respeito, muita música e um bom ambiente como tem sido sempre".

As Lambrini Girls atuaram, na terça-feira, no primeiro dia do festival Vilar de Mouros e exibiram uma série de mensagens políticas, nomeadamente contra o Chega e contra a extrema-direita.

As imagens partilhadas quer nas agências, quer nas páginas do festival nas redes sociais, mostram várias frases, incluindo uma, escrita a letras vermelhas sobre fundo preto no ecrã, que dizia "Fuck Chega" , referindo-se ao partido português liderado por André Ventura.

O manifesto incluía ainda mensagens como "que se lixe a extrema-direita" e pedindo: "Libertem a Palestina, libertem o Congo, libertem o Sudão".

Uma publicação partilhada por 2punks e 1 bolo de bolacha (@doispunkseumbolodebolacha)

O presidente do Chega reagiu nas redes sociais, lembrando que "se gastam milhares de euros de dinheiro dos contribuintes" naquele festival.

" «Fuck Chega» ouviu-se no palco do Festival de Vilar de Mouros, onde se gastam milhares de euros de dinheiro dos contribuintes (portanto também os militantes e apoiantes do Chega pagaram estes disparates). Vale tudo para nos insultar? Podem as drogas e a cabeça "queimada" ser justificação para ofender milhões de portugueses, ainda por cima com dinheiros públicos?", questionou André Ventura.

"Fuck Chega" ouviu-se no palco do Festival de Vilar de Mouros, onde se gastam milhares de euros de dinheiro dos contribuintes (portanto também os militantes e apoiantes do Chega pagaram estes disparates).

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