Inteligência Artificial ganha espaço, mas clientes de luxo preferem lojas físicas
A Inteligência Artificial está a ganhar espaço no setor do luxo, mostram as conclusões do mais recente estudo sobre luxo da EY, que será apresentado oficialmente esta terça-feira.
Segundo a consultora, 71% dos clientes continuam a preferir concluir a compra de um bem de luxo numa loja física, mas 9 4% dos consumidores aspiracionais acreditam que a IA pode enriquecer a experiência de compra e 57% consideram os serviços de IA “muito ou extremamente apelativos”.
Sérgio Ferreira, Partner e Consumer Products & Retail Leader da EY, considera que “a oportunidade está sobretudo em tornar a jornada mais relevante, confiante e personalizada, nomeadamente através de pesquisa online melhorada, recomendações personalizadas, maior orientação sobre produto, disponibilidade, fit e visualização”.
“O ponto crítico é que, no luxo, a IA não deve ser desenhada como uma ferramenta de eficiência massificada, mas como uma extensão dos códigos da maison e do trabalho do consultor do cliente.
O consumidor aceita a IA quando ela reduz fricção, melhora a descoberta e aumenta a confiança, especialmente nos canais digitais, onde é mais difícil transmitir autenticidade, qualidade dos materiais e aconselhamento humano”, acrescenta, notando que existe uma “fronteira clara” neste processo.
“A tecnologia deve reforçar a relação com a marca, não substituí-la, e deve ampliar a curadoria, não banalizar a experiência”.
Outra das conclusões deste estudo, o segundo levado a cabo pela EY , é que “os fundamentos tradicionais do luxo continuam a prevalecer.
A qualidade dos materiais é o principal fator de compra, apontado por 65% dos consumidores, seguida da herança e legado da marca, com 52%.
O estudo conclui que, mesmo num contexto económico mais desafiante, os consumidores aspiracionais valorizam sobretudo a qualidade, o artesanato e o valor duradouro dos produtos” , afirma Hermano Rodrigues, Principal da EY-Parthenon.
Cerca de 62% dos consumidores afirmam estar dispostos a comprar produtos certificados em segunda mão diretamente às marcas e 63% considerariam aderir a um modelo de subscrição de luxo.
Modelos de negócios alternativos como a segunda mão ou as subscrições surgem também refletidos neste estudo.
Cerca de 62% dos consumidores afirmam estar dispostos a comprar produtos certificados em segunda mão diretamente às marcas e 63% considerariam aderir a um modelo de subscrição de luxo”, refere Hermano Rodrigues.
Um interesse que resulta sobretudo da procura de exclusividade, acesso privilegiado, personalização e confiança na autenticidade dos produtos , mais do que da procura de preços mais baixos.
Outra tendência deste setor que tem vindo a ganhar relevância é a sustentabilidade, “especialmente entre as gerações mais jovens”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.