Marcha pela Vida. PJ identifica percurso de radicalização de suspeito de ataque com cocktail Molotov
A Polícia Judiciária (PJ) concluiu a investigação ao ataque com um engenho incendiário improvisado contra participantes na Marcha pela Vida, a 21 de março, em frente à Assembleia da República, em Lisboa.
O processo foi remetido ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), para efeitos de dedução de acusação.
A investigação, conduzida pela Unidade Nacional Contraterrorismo, permitiu reconstruir o percurso de radicalização do arguido desde 2021 até à sua detenção, a 14 de abril de 2026.
Segundo a PJ, as diligências realizadas permitiram ainda reunir elementos de prova que apontam para a premeditação e o planeamento do ataque, bem como para uma motivação ideológica.
O arguido encontra-se em prisão preventiva há seis meses.
A medida de coação foi confirmada por acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa.
A PJ destaca que a investigação resulta de um trabalho complexo e especializado, desenvolvido em estreita colaboração com o Ministério Público, no âmbito do combate ao extremismo violento e ao terrorismo.
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