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Mercados entram na rentrée sob pressão geopolítica e em dia de G20 e cimeira em Xangai

Jornal Económico ·
Mercados entram na rentrée sob pressão geopolítica e em dia de G20 e cimeira em Xangai

Os mercados devem arrancar o mês de setembro com cautela, após o fecho negativo de Wall Street na segunda-feira (impulsionado pela retoma das hostilidades EUA-Irão).

O tom geral deverá ser defensivo, com atenção especial ao petróleo, às yields dos Treasuries e aos dados laborais americanos.

Já os mercados europeus devem reagir ao fecho negativo de Wall Street de segunda-feira (impulsionado pela retoma das hostilidades EUA-Irão) e a um calendário geopolítico e diplomático denso.

O tom geral deverá ser cauteloso, com atenção especial à evolução do petróleo e aos sinais vindos das reuniões do G20 e da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (SCO).

Wall Street sob o fantasma do Irão e do sell-off nos Treasuries O principal fator de risco continua a ser o Médio Oriente.

O regresso dos ataques entre EUA e Irão (após várias semanas de relativa calma) elevou o prémio de risco no petróleo e reforçou as preocupações com a navegação no Estreito de Ormuz.

Qualquer nova escalada ou, pelo contrário, sinais de mediação poderão mover os mercados de forma significativa.

Espera-se assim uma abertura mista a ligeiramente negativa nos futuros do Dow, S&P 500 e Nasdaq, refletindo o arrasto da segunda-feira e a renovada tensão geopolítica.

Entre os principais catalisadores do dia estão os dados JOLTS (vagas de emprego e volume de negócios no mercado laboral) de julho — um indicador importante da força do mercado de trabalho, com impacto nas expectativas sobre a política do Fed; o ISM Manufacturing PMI e Construction Spending; o discurso do governador da Fed Michael Barr (possivelmente com tom hawkish, na linha recente do presidente Kevin Warsh); e a continuidade do sell-off nos Treasuries (yield a 10 anos perto dos máximos de 19 meses) e sensibilidade ao petróleo.

O sell-off nos Treasuries continuou a pressionar as yields.

O rendimento da Treasury a 10 anos subiu para a zona dos 4,75%-4,76%, níveis que correspondem a máximos de cerca de 19 meses.

A subida reflete preocupações com a inflação (ainda alimentada pela energia), a política monetária mais hawkish do Fed (após comentários recentes do presidente Kevin Warsh) e a oferta de dívida, num contexto de renovada incerteza geopolítica.

Setembro é historicamente o mês mais fraco para o S&P 500, o que pode reforçar a prudência dos investidores.

Qualquer novo desenvolvimento no Médio Oriente ou sinais dos encontros do G20 poderão amplificar a volatilidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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