TAP. Hotelaria espera que nova fase com a Lufthansa “se traduza num reforço para o crescimento da atividade económica”
A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) considera que a entrada da Lufthansa no capital da TAP é um sinal positivo para a companhia e para Portugal.
Em declarações ao Jornal Económico, o presidente da AHP, Bernardo Trindade, defende que para a hotelaria e para o turismo português, importa sobretudo que “esta nova fase se traduza num reforço da conectividade aérea, contribuindo para o crescimento da atividade económica, do emprego e das receitas fiscais em Portugal”.
Bernardo Trindade acredita que o interesse de um dos maiores grupos de aviação do mundo em adquirir uma participação na TAP demonstra o reconhecimento internacional da companhia e do seu potencial.
“É também um sinal de que o esforço financeiro feito pelo país para apoiar a companhia contribuiu para preservar o seu valor”, refere, acrescentando que estando salvaguardados o hub de Lisboa, as ligações às regiões autónomas e à diáspora, “esta operação poderá criar condições para uma TAP mais sólida, competitiva e com maior ambição internacional”.
A Lufthansa comprou 44,9% da TAP por 1.025 milhões de euros.
O valor pode ascender aos 1.200 milhões para atingir os 49,9%, dependendo da adesão dos trabalhadores da companhia aos 5% que estão reservados, mas que serão vendidos aos alemães se não houver adesão suficiente.
A avaliação total coloca a companhia a valer mais de 2.500 milhões de euros.
“A proposta financeira foi 16% superior à proposta concorrente [Air France-KLM] e com menor grau de incerteza.
Foi a melhor escolha”, afirmou o primeiro-ministro, Luís Montenegro em conferência de imprensa que se realizou após o Conselho de Ministros, na qual a decisão foi favorável para o grupo de aviação alemã.
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