"Os colonos são usados como um instrumento para aterrorizar os palestinianos. Se Israel tivesse a intenção de detê-los, poderia tê-lo feito"
Houve pessoas a planear por nós, a decidir por nós, a agir sobre nós e a avançar com vários planos para nós; mas temos de estar à mesa e começar a planear por conta própria.
Os colonos terroristas são usados como um instrumento para aterrorizar os palestinianos. Se Israel tivesse a intenção de detê-los, poderia tê-lo feito
Não se pode realizar eleições em metade do país e deixar a outra metade de fora. E a bola está do lado da comunidade internacional e de Israel
Se a política israelita permanecer a mesma, a troca de nomes no governo não vai alterar a realidade no terreno
Após um ano, esperava-se que estivéssemos muito mais adiantados do que estamos hoje
Tenho de acreditar que a solução de dois Estados é possível, pois não há outras opções viáveis
Se Israel não aceita a solução de dois Estados, quem acredita que aceitaria um Estado único?
Mesmo que Israel promova mais anexações ou fale abertamente sobre elas, isso não torna legal o que o país está a fazer
Um mundo em que o direito internacional está sob ameaça – como é o caso hoje – ainda é melhor do que um mundo sem lei
Acredito que é um passo importante e que já deveria ter sido dado há muito tempo. Temos de aproveitar as bases de que dispomos atualmente para avançar na direção certa. E o caminho é, de facto, o correto. A linguagem é diferente. A visão é diferente. A própria conceção de como deve ser a paz é diferente. Hoje, estamos a passar de declarações de condenação e de preocupação para medidas concretas. É disso que precisamos agora, porque, para que as coisas avancem, é preciso que Israel receba mensagens contundentes de que as suas violações do direito internacional e as suas ações ilícitas não ficarão impunes, terão um custo. E esta é uma parte do custo que prevemos.
Esta semana disse que ainda estão a aguardar para ver se os EUA vão conceder vistos a representantes palestinianos para participarem na Assembleia Geral da ONU. Ainda espera que esses vistos sejam concedidos?
Quero manter a esperança, mas até agora não recebemos um sinal verde claro. Mas, independentemente disso, a minha mensagem é sempre a de que é importante para nós, como palestinianos – partes interessadas fundamentais no que está a acontecer na região –, estarmos sentados à mesa e fazermos as nossas vozes serem ouvidas. Houve pessoas a planear por nós, a decidir por nós, a agir sobre nós e a avançar com vários planos para nós; mas temos de estar à mesa e começar a planear por conta própria.
No ano passado, Portugal reconheceu o Estado da Palestina e esta semana juntou-se ao grupo de países de que falávamos há pouco. Como avalia a posição de Portugal ao longo deste processo?
Acredito que Portugal percorreu um longo caminho e que, como um país pautado por princípios e valores – um país que respeita e cumpre o direito internacional sem dois pesos e duas medidas –, essa trajetória culminou naturalmente neste reconhecimento. Esse reconhecimento é de extrema importância para o Estado da Palestina, porque nos confere um estatuto jurídico perante as nações do mundo e permite-nos avançar na nossa relação com Portugal a um nível de Estado para Estado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.