Grupo Volkswagen estará a ponderar congelar salários até 2030
O Grupo Volkswagen, que integra as marcas automóveis VW, Seat, Cupra, Audi, Porsche e Skoda, está a ponderar um congelamento salarial dos seus trabalhadores até 2030, pretendendo reduzir os custos além da reestruturação já apresentada.
O jornal Süddeutsche Zeitung , citado esta segunda-feira pela agência Efe, diz ter tido acesso a documentos internos da empresa e que “ o maior grupo automóvel europeu prevê congelar os salários de muitos dos seus 600.000 colaboradores em todo o mundo até 2030 “.
Segundo os planos da empresa, este congelamento “implicaria, para os afetados, uma perda real de rendimentos de 10%” .
O jornal acrescenta que esta medida afetaria todas as unidades de produção do grupo , já que “todas as marcas, regiões e empresas” teriam de contribuir para os objetivos de poupança.
O grupo alemão recusou-se a comentar a notícia, que classificou como especulações.
O principal sindicato do setor, o IG Metall, apontou que o plano da administração é absurdo e, em comunicado, alertou que deverá motivar “uma forte resistência” a nível mundial .
O congelamento salarial somar-se-ia aos esforços do grupo para reduzir as despesas, que incluem, entre outros, um corte de 100.000 postos de trabalho nos próximos anos, assinala a Efe.
O grupo, que, com as joint-ventures chinesas chegou aos 680.000 postos de trabalho em 2023, anunciou em dezembro de 2024 um primeiro corte de 50.000 lugares até 2030 na Alemanha.
Conselho de supervisão da Volkswagen aprova reestruração Ler Mais Já este ano, o grupo anunciou o corte de mais 50.000 postos de trabalho , dos quais metade na Alemanha e os restantes noutros países da Europa.
Entre as medidas apresentadas está, ainda, a redução do número de modelos em oferta do Grupo para metade.
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