A verdadeira vantagem do século XXI é saber pensar
Durante décadas, a especialização foi uma das grandes vantagens competitivas das organizações profissionais.
As empresas recorriam a especialistas porque estes tinham acesso a informação, ferramentas e capacidade analítica que dificilmente se conseguiriam reunir internamente.
Não se pagava apenas pelo conselho, mas também pela experiência e pelo acesso a algo escasso.
Atualmente, esta realidade está a mudar.
A inteligência artificial está a tornar acessível aquilo que, até há pouco tempo, exigia equipas especializadas, horas de pesquisa e capacidade analítica considerável.
Informação que demorava dias a reunir pode agora ser encontrada em minutos.
Grandes volumes de dados podem ser analisados e sintetizados em segundos.
Benchmarks , estudos de mercado e análises comparativas surgem com uma rapidez que está a alterar a relação das empresas e das pessoas, com o conhecimento.
O impacto da inteligência artificial poderá, por isso, não estar apenas no aumento da produtividade.
Está também na comoditização do conhecimento.
Quando a informação se torna de fácil acesso, deixa de ser, por si só, uma vantagem.
Isto não significa que a experiência ou a especialização tenham perdido valor.
Significa apenas que já não são suficientes.
A verdadeira vantagem competitiva do nosso tempo passou a ser o julgamento: a capacidade de compreender como aplicar aquilo a que qualquer pessoa já tem acesso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.