Morreu na prisão o ex-polícia condenado por por matar Sonya Massey
Recorde-se que na altura, o arguido tinha sido diagnosticado com cancro do cólon em fase avançada, que já se espalhara para o fígado e pulmões.
Em julho, a Comissão de Revisão Penitenciária de Illinois recusou-lhe um pedido de libertação para procurar ajuda médica, refere a NBC.
Não ficou ainda claro, porém, se o cancro está relacionado com a sua morte.
Sean Grayson, de 31 anos, foi considerado culpado em outubro num caso de brutalidade policial que provocou protestos contra o racismo sistémico e levou a uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA. Grayson, que é branco, recebeu a pena máxima e estava preso desde que foi acusado do homicídio. Durante a sentença, pediu desculpa, dizendo que gostaria de poder trazer a vítima de volta e poupar a sua família da dor que causou.
Recorde-se que Sean foi a casa de Sonya Massey depois desta ter ligado para o 911 [112 em Portugal], informando que achava que estava um estranho na sua residência.
As imagens - que pode recordar aqui - mostravam dois agentes a conversarem calmamente com Sonya Massey, de 36 anos, até que começa uma breve discussão por causa de uma panela de água a ferver.
As imagens de vídeo mostram que o agente pede a Massey para tirar a panela de água do lume e ela tira-a. Com ela na mão, diz: "Renuncio em nome de Jesus". Ao ouvir estas palavras, Grayson ameaçou disparar, empunhou a arma e ordenou que largasse a panela. Massey pediu desculpa e escondeu-se atrás do balcão da cozinha antes de ser baleada três vezes pelo agente.
O agente que acompanhava Garyson, Dawson Farley, disse em tribunal que não considerou a mulher uma ameaça e que apenas sacou da arma após o colega o fazer.
"Cometi muitos erros naquela noite. Houve momentos em que deveria ter agido, e não agi. Congelei. Tomei decisões terríveis nessa noite. Peço desculpa", frisou Sean Grayson, durante a sua audiência.
Os pais e os dois filhos de Massey, que pediram pena máxima, disseram que as suas vidas mudaram drasticamente desde o homicídio.
"A morte de Sonya Massey abalou a sua família, mas também abalou a comunidade e o país. Temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que isto nunca mais acontece", destacou o procurador John Milhiser.
Quando o juiz leu a sentença, a família reagiu com uma grande ovação, tenso sido repreendidos pelo juiz.
Após a audiência, os familiares de Massey agradeceram ao público pelo apoio e por ouvirem as suas histórias sobre ela.
Sonya Massey, de 36 anos, morreu após ser atingida a tiro por Sean Grayson, um antigo polícia que se deslocou à sua habitação quando ligou ao 911 [equivalente ao 112] para denunciar a presença de um intruso.
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