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Bolsas abrem terça-feira sob efeito do recuo do petróleo, com atenções viradas para PMI e cimeira Trump-Xi

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Bolsas abrem terça-feira sob efeito do recuo do petróleo, com atenções viradas para PMI e cimeira Trump-Xi

As bolsas europeias abrem esta terça-feira, 22 de setembro, a construir sobre o tom positivo da véspera, depois de o recuo acentuado dos preços do petróleo ter aliviado as pressões inflacionistas que dominaram os mercados na sequência da subida de juros da Reserva Federal norte-americana.

Em Wall Street, os investidores aguardam a divulgação dos indicadores preliminares de atividade económica dos Estados Unidos, numa sessão sem grandes resultados empresariais ou dados pesados até à publicação do índice de preços PCE, na sexta-feira.

A sessão fica assim marcada pela divulgação dos indicadores preliminares de atividade económica nos Estados Unidos e pela aproximação da cimeira entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

O apetite pelo risco continua a ser testado pela expectativa em torno da cimeira entre Trump e Xi Jinping, agendada para quinta-feira na Casa Branca, na qual deverão estar em discussão dossiers sensíveis como o comércio bilateral, as tarifas, Taiwan e a inteligência artificial — um encontro que os analistas apontam como potencial fonte de volatilidade acrescida para o resto da semana.

O fecho de segunda-feira foi em alta, com Wall Street a recuperar da semana volátil anterior: o Dow Jones subiu 0,71%, o S&P 500 ganhou 1,49% e o Nasdaq avançou 2,26%, enquanto o Russell 2000 subiu 0,52%.

A sessão foi impulsionada pela queda acentuada do petróleo e pelo alívio nas yields do Tesouro, com os chips a recuperarem terreno.

O Brent para entrega em novembro fechou segunda-feira a cair 3,40%, para 100,34 dólares por barril, enquanto o WTI recuava cerca de 4%, para perto de 92 dólares.

A travagem no crude, depois de semanas de escalada ligada à guerra entre Estados Unidos/Israel e o Irão e às restrições prolongadas na navegação através do estreito de Ormuz, foi o principal catalisador da sessão de ontem e deverá continuar a condicionar o sentimento nos mercados de ações e de energia nas próximas horas.

O mercado continua a navegar as sequelas da guerra EUA/Israel-Irão iniciada em 28 de fevereiro, com o estreito de Ormuz a operar sob restrições prolongadas — o Goldman Sachs estima que a capacidade global de refino vai recuar sete milhões de barris/dia em 2026 face ao ano passado, por causa das dificuldades de exportação no Médio Oriente e dos ataques à infraestrutura russa feita pela Ucrânia (com o suporte da Europa).

É este pano de fundo estrutural que explica por que o crude continua historicamente elevado apesar da correção de hoje.

O petróleo será a variável a vigiar de perto — se a queda de hoje se consolidar, deve continuar a favorecer as bolsas europeias e penalizar petrolíferas como a Galp; se houver qualquer notícia de escalada no Médio Oriente (Irão/Estreito de Ormuz), o movimento pode inverter-se rapidamente.

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