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Governador: “O sistema financeiro está mais forte e resiliente mas a resiliência não pode ser dada como garantida”

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Governador: “O sistema financeiro está mais forte e resiliente mas a resiliência não pode ser dada como garantida”

Na conferência “Portugal’s FSAP Main Results for the Banking Sector: Financial System Resilience, Stability and Future Challenges”, no discurso de abertura, o Governador do Banco de Portugal, a Álvaro Santos Pereira, afirmou que o sistema financeiro nacional está hoje “mais forte, mais resiliente e mais bem preparado” para enfrentar choques do que há uma década, Na conferência de apresentação das conclusões do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP) do Fundo Monetário Internacional (FMI) relativo a Portugal, Álvaro Santos Pereira ressalvou, no entanto, que “a resiliência não pode ser dada como garantida.

É um trabalho contínuo”.

Na abertura da intervenção, o governador agradeceu ao FMI “o profissionalismo, a assistência técnica e a excelência técnica” da equipa que conduziu a avaliação, que classificou como “um exercício exigente e abrangente”.

Segundo Álvaro Santos Pereira, o processo envolveu colegas de diferentes áreas do banco central, combinando “diferentes áreas de especialização e perspetivas”, naquilo que descreveu como um reflexo da “capacidade de trabalhar como uma só instituição, um só banco, entre funções”.

O Governador sublinhou o valor de uma avaliação externa e independente, notando que este tipo de exercício ajuda a identificar “forças, vulnerabilidades e áreas onde a política de supervisão e regulação” pode ser reforçada, oferecendo “uma perspetiva externa” sobre a preparação das instituições para um ambiente “em evolução e cada vez mais incerto”.

Santos Pereira recordou que este é o primeiro FSAP completo feito a Portugal em 20 anos, período que incluiu a crise financeira global, a crise da dívida soberana, a pandemia e uma reconfiguração do quadro institucional europeu, com a união bancária, novos regimes de supervisão e mecanismos de resolução.

“A questão relevante é, por isso, simplesmente: estamos mais fortes do que estávamos há dez anos?”, questionou, respondendo afirmativamente.

Entre as principais conclusões do exercício, o Governador destacou o reforço de capital, a melhoria da qualidade dos ativos, a redução de vulnerabilidades legadas e o aumento da resiliência operacional da banca na última década, e referiu que os testes de esforço realizados no âmbito do FSAP mostram que o setor “é capaz de resistir a cenários adversos severos”.

Essa leitura está alinhada com as conclusões já tornadas públicas pelo FMI, que considera que a banca portuguesa demonstra resiliência sob testes de esforço adversos severos, incluindo choques de magnitude semelhante aos da crise da dívida europeia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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