Principal suspeito no Caso Maddie estava a "vender droga" a 140 metros da casa onde estava a menina inglesa
O principal suspeito no Caso Maddie admitiu, numa entrevista publicada este domingo pelo Daily Mail , que estava a vender droga a apenas 150 jardas (137,16 metros) do apartamento onde a família McCann passava férias na noite em que a menina inglesa desapareceu.
Christian Brückner, de 49 anos, disse que "estava na praia, não muito longe do hotel da Maddie, a vender droga" .
"Estava em Espanha e contrabandeei a canábis para Portugal.
Cheguei a ser mandado parar pela polícia três vezes na rua [na Praia da Luz] enquanto procuravam a Maddie.
Por sorte, não encontraram as drogas.
A minha carrinha estava cheia delas" , contou o violador e pedófilo condenado.
"Estava a fugir rapidamente; havia luzes azuis a piscar e postos de controlo por toda a parte.
Só pensei: 'Tirem-me daqui'." , acrescentou.
Esta foi a primeira vez que o alemão, que nega o envolvimento no desaparecimento da menina de três anos no resort Ocean Club, na Praia da Luz, Portugal, a 3 de maio de 2007, fala sobre o local onde estava quando Madeleine McCann desapareceu.
"Fiquei calado porque a polícia quer incriminar-me" , justificou.
Na noite do desaparecimento, os pais da menina, Gerry e Kate McCann, jantavam com amigos a cerca de 100 jardas (91,44 metros) de distância.
Numa reação a estas declarações, uma fonte próxima da família McCann disse ao Daily Mail disse que, se o que Brückner diz for verdade, levanta-se a questão "do que poderia ter acontecido se a polícia portuguesa não o tivesse deixado escapar" .
Refira-se que, na altura, a polícia portuguesa foi criticada no Reino Unido por não levar o rapto a sério e por ter atuado de forma pouco urgente.
Em 2020, Brückner foi apontado como o principal suspeito do caso por procuradores alemães e afirmaram ter "provas concretas" contra ele, mas não o suficiente para garantir uma condenação.
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