Kushner reúne-se com Netanyahu para avançar plano de paz em Gaza
A reunião começou ao fim da manhã, disse uma fonte diplomática à agência de notícias France-Presse (AFP).
Kushner viajou para Israel com Nikolai Mladenov, o alto representante para Gaza no Conselho de Paz, um órgão criado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para aplicar o plano.
Os meios de comunicação israelitas noticiaram que o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, escolhido por Trump para integrar o Conselho da Paz, também devia participar na reunião.
No final de julho, o movimento palestiniano Hamas concordou com um roteiro norte-americano para lançar a segunda etapa, que prevê o desarmamento do grupo extremista e a retirada israelita do território palestiniano.
Netanyahu rejeitou oficialmente o texto e exigiu um "desarmamento verdadeiro" do Hamas.
Durante um encontro no Egito com elementos do Hamas, Kushner insistiu na adoção de medidas que permitam verificar o desarmamento do grupo, disseram à AFP fontes oficiais na condição de não serem identificadas.
Kushner, genro de Trump, reafirmou também a ausência de qualquer papel futuro do Hamas na governação de Gaza, acrescentaram as mesmas fontes.
O Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007, reivindicou o ataque terrorista de 07 de outubro de 2023 em Israel, que desencadeou uma ofensiva israelita devastadora no território palestiniano.
A ofensiva causou dezenas de milhares de mortos, a destruição de grande parte das infraestruturas de Gaza e acusações de genocídio contra Netanyahu.
O comité é um órgão criado pelo Conselho de Paz composto por tecnocratas palestinianos e encarregado de assegurar a transição no território.
Um responsável do Hamas declarou à AFP que o movimento transmitiu a Kushner o desejo de que sejam exercidas pressões sobre Netanyahu para que adira à segunda fase do plano.
"O Hamas aguarda a resposta da administração norte-americana relativamente à posição de Israel sobre o acordo", declarou a fonte do grupo palestiniano, também na condição de não ser identificada.
Durante anos, os Estados Unidos recusaram qualquer contacto com o Hamas, classificado por Washington como organização terrorista.
Para pôr fim ao conflito, a administração Trump mostrou-se mais aberta a contactos diretos.
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