Hutis reivindicam ataque contra navio militar saudita no mar Vermelho
O s hutis anunciaram ter "conseguido atingir um navio de desembarque militar pertencente ao inimigo saudita, acompanhado por quatro lanchas militares, no mar Vermelho, ao largo da costa de Moka, com vários mísseis balísticos", segundo o porta-voz militar dos rebeldes xiitas, Yahya Saree.
Os rebeldes hutis, apoiados pelo Irão, intensificaram nas últimas semanas as operações contra zonas controladas pelo Governo iemenita internacionalmente reconhecido e apoiado pela Arábia Saudita.
"Um navio comercial iemenita foi alvejado em Bab el-Mandeb, bem como um acampamento pertencente às forças governamentais" na mesma zona, acrescentou essa fonte, sem fornecer detalhes sobre eventuais danos ou baixas.
Num comunicado posterior, os rebeldes anunciaram ter atacado com drones um depósito de armas das "forças inimigas", na província petrolífera de Marib (centro).
No mês passado, a trégua celebrada em 2022 entre os huthis e o governo do Iémen, apoiado por Riade, foi quebrada.
O conflito reacendeu-se após ataques atribuídos a Riade contra o aeroporto de Sana, controlado pelos rebeldes, para onde o Irão tinha enviado um avião que transportava uma delegação rebelde sem solicitar autorização ao reino saudita, que controla o espaço aéreo iemenita.
Os ataques integram uma série de operações dos huthis contra posições ao longo do estreito de Bab al-Mandeb e na costa sul do mar Vermelho, controladas pelas forças governamentais, particularmente na cidade portuária de Moka e nas áreas circundantes.
O estreito liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e ao oceano Índico e constitui uma passagem fundamental na rota marítima entre a Europa e a Ásia através do canal do Suez.
Momentos após os ataques de hoje, o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu aos beligerantes para cessarem imediatamente qualquer ofensiva suscetível de provocar o regresso a uma guerra em larga escala.
"Peço a todas as partes para cessarem imediatamente qualquer ação que possa mergulhar o Iémen novamente num conflito em larga escala", afirmou Turk, em comunicado, depois de vários anos de relativa calma no país.
Os rebeldes controlam Sana, a capital do Iémen, e grande parte do norte e oeste do país desde finais de 2014, enquanto as forças alinhadas com o Governo mantêm, entre outras áreas, posições ao longo da costa ocidental.
As duas partes evitaram, desde a trégua mediada pelas Nações Unidas em 2022, um regresso aos níveis de violência registados nos anos anteriores, apesar de confrontos esporádicos terem continuado em várias frentes.
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