Trotinetas elétricas em Lisboa: sim ou não?
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Um homem foi detido ao circular de trotinete na Ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada. Já passava das 3h da manhã, apresentava uma taxa de alcoolemia de 2,25, estava em contramão numa via que só permite trânsito a veículos automóveis. Não sabemos como chegou ali e que danos poderia ter provocado se não tivesse sido detectado a tempo o sistema de vigilância da Ponte 25 de Abril. As trotinetes têm motivado discussões acesas, com normas cada vez mais restritivas, mas certo é que são milhares nas grandes cidades e já todos assistimos a manobras, no mínimo, muito perigosas, realizadas por utilizadores, sejam eles mais ou menos jovens. Isto para não falar na forma como ficam estacionadas nas ruas e, às vezes, em cima dos passeios. Eu sou o Ricardo Conceição e comigo está a Judite França.
E a nossa convidada, Rosário Abreu Lima, diretora de Comunicação Institucional do ACP, do Automóvel Clube de Portugal, habitual porta-voz do ACP para questões de mobilidade urbana. Bem-vinda, obrigada pela disponibilidade.
Como é possível que uma trotinete tenha conseguido chegar ao tabuleiro da Ponte 25 de Abril?
Isso aí teremos que ver em que circunstâncias concretas é que a situação se deu. Mas não deve ser assim tão difícil, porque você pega numa trotinete e vai para onde quiser.
Portanto, elas não são travadas através de geolocalização, andam livremente.
Eu penso que a única forma de as travar tem a ver com a questão do pagamento. Enquanto você não parar a trotinete, aquilo está sempre a contar. A partir do momento em que esteja ativada, não me parece que haja qualquer impedimento à sua circulação.
E, na opinião da ACP, a empresa proprietária da viatura ou do serviço devia também ser, de alguma forma, responsabilizada e sancionada?
Eu penso que aí a questão já não se coloca dessa forma, porque repare, as empresas concessionárias têm as regras devidamente estabelecidas e prestam um serviço. Quem depois será sempre alvo de qualquer atuação por parte das polícias é o indivíduo em si. Você também pode ir a um rent-a-car, aluga um carro e a empresa de rent-a-car, está tudo ok, tudo certo, você tem a carta de condução. Se depois passa vermelho, se passa um duplo contínuo, a culpa não pode ser assacada à empresa.
Algumas aplicações obrigam, em determinadas horas, a fazer testes para, no fundo, despistar se o utilizador está ou não alcoolizado. É uma espécie de jogo para testar reflexos.
Mas, na prática, esse teste dá para repetir algumas vezes. Isto é suficiente?
Eu acho que a questão aqui de fundo é que o Automóvel Clube de Portugal quer colocar à discussão dos lisboetas. Estes veículos, de facto, representam várias situações de risco e como o Ricardo disse há pouco, todos nós já nos confrontamos com situações de perigo perante trotinetes, seja como peões, seja como automobilistas, como motociclistas ou ciclistas, porque, de facto, estamos a falar de viaturas muito ágeis. Me dirá assim: "Mas só podem circular a 25 km/h." Ok, 25 km/h já é uma velocidade bastante expressiva neste contexto rodoviário.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.