José Roque, EY: “Eletrificação de frotas? É essencial apostar na capacitação da rede para garantir esse desbloqueio”
A capacitação da rede, otimização de carregamento e inovação no financiamento são algumas das principais alavancas para desbloquear a eletrificação das frotas, em Portugal e na Europa, segundo uma análise da EY, conhecida esta segunda-feira na conferência organizada pelo JE.
A essas alavancas, a consultora acrescenta mais três, num total de seis, para aumentar a eletrificação das frotas de veículos comerciais.
Escalar modelos elétricos acessíveis e competitivos em todas as tipologias; a criar hubs de carregamento por reserva localizados em clusters logísticos-chave.
E a aceleração regulatória para “implementar metas ZEZ claras, harmonizadas e calendários de cumprimento vinculativos”, de acordo com José Roque, Energy & Resources Sector Leader na EY Portugal.
A apresentação do estudo decorreu esta segunda-feira, 21 de setembro, no âmbito do “Special Report: Transportes e Logística 2030”, numa organização do Jornal Económico (JE).
O responsável sublinhou a importância de acelerar o acesso à rede via critérios ‘first-ready, first-served’, integração Vehicle-to-Grid e flexibilidade da procura.
Além da adoção de modelos de depósito com smart charging e sistemas de acesso aberto e a redução do risco do financiamento para baixar as barreiras iniciais de capex à adoção.
Obstáculos sistémicos A EY aponta também quatro obstáculos sistémicos e estruturais para a eletrificação dos transportes de mercadorias.
A fragmentação política e regulatória é uma delas.
“Os incentivos desiguais, mandatos de frota pouco claros e regimes inconsistentes de ZEZ ou portagens criam hesitação na alocação de capital”.o Diferencial de preço dos veículos (capex), volatilidade do valor residual e sensibilidade às condições de financiamento atrasam as aquisições é outro dos impedimentos.
Para além dos desafios de infraestrutura e capacidade de rede como a morosidade no acesso à rede elétrica e escassez de pontos de carregamento dedicado de elevada potência.
E por último, a necessidade de otimização de rotas, gestão de carregamento em depósitos e capacitação de equipas.
Na sua apresentação José Roque indicou que a eletrificação das frotas liberta 246 mil milhões euros em poupanças de Opex [despesas operacionais] até 2030, com os veículos ligeiros a liderar.
“Os veículos ligeiros geram as maiores poupanças (~75% do total).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.