Revistas do universo ‘Lux’ têm novo dono: redação inteira despedida
Os jornalistas e todos os restantes funcionários – fotógrafos, paginadores e equipas técnica e criativas – responsáveis pelas revistas Lux , Lux Woman , Lux Deco e Lux Moda e Beleza viram os seus postos de trabalho extintos na passada segunda-feira, 31 de agosto.
A decisão foi transmitida por missiva interna – a que o DN teve acesso –, no seguimento de uma insolvência judicial de caráter limitado decretada contra a empresa detentora das publicações.
Nas bancas, contudo, o impacto será impercetível, já que as revistas manterão o calendário regular de saída.
A aparente contradição entre o despedimento em bloco e a continuidade nas bancas explica-se por uma rápida manobra de bastidores.
A falência da Masemba, Lda., histórica proprietária dos títulos, atirou toda a estrutura humana para o Subsídio de Desemprego e para o Fundo de Garantia Salarial, mas o vazio durou apenas 24 horas.
A 1 de setembro, a recém-criada Dotmedia, Lda. comunicou ao mercado ter assumido os direitos de exploração de todo o portefólio, garantindo a saída ininterrupta das edições a partir de 10 de setembro com uma equipa substituta.
No anúncio oficial ao mercado, a Dotmedia limita-se a assegurar que o desafio editorial será assumido por uma "equipa totalmente nova, mas experiente e motivada", sem detalhar que modelo de vínculos laborais irá vigorar.
Não existindo qualquer referência a contratações efetivas para os quadros, a prática corrente no setor e a própria urgência do calendário – colocar a semanal Lux nas bancas em apenas nove dias e assegurar, logo depois, as edições da Lux Woman , Lux Deco e Lux Moda e Beleza através de uma empresa criada com apenas mil euros de capital – indiciam que a produção imediata deverá apoiar-se em regimes de prestação de serviços, avenças ou esquemas flexíveis de trabalho externo.
Porquê então o despedimento coletivo? O motivo está explicado abaixo, quando explicamos a mecânica da operação.
O drama nos bastidores O processo culmina um mês de agosto dramático nos bastidores do grupo editorial.
A 11 de agosto, a gerência da Masemba dirigiu uma carta aos trabalhadores a oficializar o fim de todas as operações societárias no último dia do mês.
No documento, a administração justificou a decisão com a declaração de insolvência proferida pelo tribunal e avisou os profissionais de que deveriam recorrer ao Subsídio de Desemprego e acionar o Fundo de Garantia Salarial (FGS) para recuperar eventuais remunerações e indemnizações em dívida.
Contudo, enquanto os vínculos laborais dos antigos jornalistas eram extintos com a liquidação da Masemba, a exploração comercial dos títulos foi blindada e transferida para um veículo societário recém-constituído.
Logo no primeiro dia de setembro, a Dotmedia, Lda.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.