Ministro israelita propõe “mortes selectivas” de 30 a 40 palestinianos por noite na Faixa de Gaza
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, defendeu publicamente a realização de "mortes selectivas" de entre 30 e 40 palestinianos por noite na Faixa de Gaza, afirmando que, na sua opinião, esses habitantes "não merecem viver lá".
As declarações, de tom fortemente polémico, foram divulgadas pelo Financial Times .
Ben Gvir — figura associada à extrema‑direita e com antecedentes de condenações por comentários racistas — propôs ainda a construção de "assentamentos judaicos" no enclave palestiniano e aconselhou o executivo a "incentivar a emigração" dos residentes locais.
Sobre alegados responsáveis por ataques, declarou que "devemos simplesmente matá‑los um por um".
O governante criticou a decisão do primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu de reduzir operações militares na zona e opõe-se às pressões dos Estados Unidos para avançar com um plano de paz promovido por Donald Trump.
As declarações foram já condenadas do lado iraniano, com o vice‑ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Qaribabadi, a classificar esta posição de Ben Gvir como uma "quota para os assassinatos em Gaza".
Segundo Qaribabadi, estas declarações devem ser "registadas e preservadas para o dia do acerto de contas e o julgamento desses criminosos".
No terreno, as autoridades controladas pelo Hamas em Gaza estimam, desde o início da ofensiva israelita em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023, mais de 73 mil mortos e quase 175 mil feridos.
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