Almirante Reis: a ciclovia que é o espelho de Moedas
Quiseram as vicissitudes da vida que tivesse de percorrer este sábado mesmo a Avenida Almirante Reis, o que me lembrou que em 2021, Carlos Moedas fez da ciclovia da Almirante Reis a bandeira mais audível da sua campanha.
Ia acabar com aquilo.
Era a promessa fácil, a que se percebe sem explicação e rende votos nas rádios da manhã.
Aquelas onde se inscrevia para depois agradecer o convite.
Quase cinco anos depois, a ciclovia lá estava.
Não acabou, não foi melhorada, ou substituída por coisa nenhuma.
Ficou onde estava, à espera de um presidente que decidisse.
Convém recordar que esta ciclovia nasceu do pensamento de Fernando Medina.
Uma ideia, discutível mas coerente, de que Lisboa devia ter uma rede ciclável a sério.
Foi instalada em 2020, em plena pandemia, com a pressa que o momento impunha, e foi sendo corrigida ao longo do tempo precisamente para ser mais segura.
Podia ter-se feito diferente? Podia.
Foi feita com um propósito? Foi.
Moedas fez o contrário: prometeu sem propósito.
Em maio de 2022 mandou arrancar um troço junto à Alameda, tapado a alcatrão de um dia para o outro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.