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Russos elegem parlamento sob guerra, repressão e suspeitas sobre votação

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Russos elegem parlamento sob guerra, repressão e suspeitas sobre votação

A votação decorre durante três dias, até domingo, e metade dos 450 deputados da Duma (o parlamento russo) será eleita através de listas partidárias nacionais, enquanto os restantes 225 resultarão de círculos uninominais, nos quais vence o candidato mais votado.

O Rússia Unida parte como favorito num sistema político fortemente controlado pelo Kremlin e no qual as restantes quatro forças atualmente representadas na Duma (Partido Comunista, Partido Liberal-Democrático, Rússia Justa e Novo Povo) têm apoiado, no essencial, as principais decisões do poder e a guerra na Ucrânia.

Nas legislativas de 2021, o Rússia Unida conseguiu 49,8% dos votos e controla atualmente 310 dos 450 lugares da Duma, acima dos 300 necessários para manter uma maioria de dois terços que lhe permite aprovar alterações constitucionais sem depender de outros partidos.

O Partido Comunista dispõe de 56 deputados, o Rússia Justa de 27, o Partido Liberal-Democrático de 22 e o Novo Povo de 15, havendo ainda quatro deputados sem partido e 16 lugares por preencher, segundo os dados da Duma.

A dimensão da vitória do Rússia Unida será, por isso, um dos principais indicadores políticos do escrutínio, mais do que a identidade do vencedor.

Uma sondagem do instituto estatal VTsIOM, realizada no final de agosto, atribuía 37% ao partido presidencial e 11,6% aos comunistas.

A eleição é a primeira para a Duma desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e ocorre num contexto de crescente impacto interno da guerra, entre ataques ucranianos com drones em território russo, escassez de combustíveis, inflação, taxas de juro elevadas e falta de mão de obra.

O próprio discurso eleitoral do Rússia Unida está ligado ao conflito e Putin assumiu um papel destacado na campanha, que associa o voto à unidade nacional e à vitória militar.

A principal exceção ao consenso em torno do conflito é o liberal Yabloko, única formação política legal na Rússia que defende abertamente o fim da guerra e negociações de paz.

O Supremo Tribunal russo excluiu, no entanto, a lista nacional de candidatos do Yabloko das eleições, depois de uma ação apresentada pelo partido nacionalista Rodina, deixando apenas alguns dos seus candidatos a disputar círculos uninominais.

Vários desses candidatos foram entretanto afastados, detidos ou sujeitos a processos relacionados com acusações de desacreditar as Forças Armadas ou divulgar símbolos considerados extremistas pelas autoridades.

A repressão atingiu igualmente outras figuras da oposição, algumas das quais foram impedidas de concorrer depois de classificadas como sendo "agentes estrangeiros" e o principal organismo independente russo de fiscalização eleitoral, Golos, encerrou em 2025 após anos de pressão das autoridades.

Apesar dessas restrições, alguns candidatos do Yabloko continuaram a fazer campanha. Sondagens do centro independente Levada indicam que mais de 60% dos russos preferem negociações para pôr fim à guerra.

A credibilidade do processo eleitoral é também contestada devido ao voto eletrónico remoto, que estará disponível em mais de 30 regiões, além de Moscovo, entre sexta-feira e domingo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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